Sobas rebeldes de Angola

Nos sertões do antigo Ndongo, como Angola era antes conhecida, alguns sobas não deram vida fácil aos portugueses. Sua ação ativa e preparação militar impediram o avanço da colonização.
Flávia Maria de Carvalho
flamariacarvalho@gmail.com

mapa congo

Mapa do Congo e de Angola no século XVII

Fonte: Regna Congo et Angola. Janssonius, ca.1650 42x50cm, edição antiga a cores. (van der Krogt I, 8755:1)


Antes de os portugueses fixarem o nome de Angola para o território na costa centro ocidental africana em fins do século XVII, a região era mais conhecida como Ndongo. A principal autoridade política na área era o Ngola, cujos poderes estavam vinculados diretamente aos aspectos divinizados e sobrenaturais. Entre o povo mbundu, etnia predominante na região, prevalecia a crença de que o poder desse soberano era legitimado pelos ancestrais, o que lhe conferia o dom de manter a comunicação entre o mundo dos vivos e dos mortos – prática ritualística que fazia parte da rotina de vários grupos que habitavam a África Centro Ocidental.


Apesar dessas concepções místicas e metafísicas que cercavam o poder dos Ngolas, as decisões práticas sobre como governar seus súditos e de estabelecer alianças ou travar conflitos com grupos rivais africanos ou estrangeiros estavam na mão dos sobas. Os territórios do antigo Ndongo eram divididos em sobados, cada um deles governado por seu respectivo soba, que gozava de plena autonomia em suas decisões. De acordo com o historiador Joseph Miller, a própria geografia do Ndongo favorecia essa descentralização política, garantindo maior possibilidades de negociações por parte destes chefes. Recorrer ao Ngola era um recurso sempre associado aos momentos de dificuldades, como a falta de chuva, escassez de alimentos, ou epidemias. Os sobas eram independentes, ficando o soberano concentrado em funções predominantemente voltadas ao campo do sagrado.


Os sobas exerceram papel relevante nos processos de conquistas dos portugueses nos sertões de Angola, sendo estes chefes responsáveis tanto pelo fornecimento de escravos destinados ao lucrativo mercado atlântico, quanto pela abertura de caminhos rumo ao interior de reinos da África Centro Ocidental.


Ao sul de Luanda os sobados de Quissama, representaram um papel destacado, responsáveis pelo maior número de insubordinações às imposições da Coroa Portuguesa. Já em 1580, quando era governador Paulo Dias de Novaes, os sobas de Quissama tentaram impedir a passagem de uma expedição portuguesa junto ao rio Kwanza, o que teve como consequência uma violenta batalha. As tropas portuguesas lideradas pelo sargento mor Manoel João, com auxílio de cento e setenta soldados atacaram Quissama fazendo vítimas e incendiando terras. O desfecho do episódio seria a imposição dos interesses portugueses junto aos sobas de Quissama – condição que não durou muito já que novas revoltas voltariam a acontecer.


mapa 2

Fonte:https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/65/MBunduRegions.jpeg/280px-MBunduRegions.jpeg Acesso em abril de 2016.


Os governadores que sucederam Paulo Dias de Novaes tiveram como orientação convencer os sobas a proibir o trânsito de “estrangeiros não portugueses” em seus territórios, meta não alcançada, já que o controle das vias era facultado às chefias locais e o monopólio do comércio português nem sempre representou a melhor das alternativas. Assim como em Quisssama outras chefias mbundu, distribuídas por vários sobados da região, ofereceram dura resistência através dos bloqueios e ataques a diversas investidas portuguesas.


Os sobas protagonizaram inúmeras revoltas contra os funcionários da Coroa portuguesa estabelecidos em Luanda, provocando desde motins até mesmo deportações – como foi o caso de vários governadores, como por exemplo Francisco de Almeida e Jerônimo de Almeida. Vale ressaltar o fomento dos padres jesuítas para a organização desses conflitos, já que até o período pombalino eram eles os principais responsáveis pelo contato direto com os chefes do Ndongo, apesar das tentativas da Coroa em minimizar esse controle.


De volta ao caso de Quissama, ali os investimentos para sua conquista eram justificados pelos administradores portugueses em razão da existência de minas de prata nos territórios de Cambambe, localizados ao norte da margem direita do rio Kwanza. Para chegar até essas supostas jazidas era necessário passar pelos caminhos controlados pelos chefes rebeldes. Essa pressão foi responsável por uma sequência de revoltas, como o caso do então governador Francisco de Almeida que suportou a permanência no cargo por apenas dezoito meses (1593 a 1594), justificando seu retorno à Corte em função das pressões dos sobas e dos jesuítas. Os chefes mbundu por um lado exigiam do então governador maior autonomia para negociar escravos junto aos comerciantes, e os religiosos não queriam intromissão em seus negócios e contratos.


Seu sucessor Jerônimo de Almeida, que era irmão do ex-governador, também padeceria com a retinência dos chefes de Quissama. Pensando na necessidade de articulações políticas, o novo governador buscou uma trégua com os jesuítas e convocou os capitães mores responsáveis pelos presídios dos sertões, atitude direcionada para as oportunidades prometidas pela prata de Cambambe e na necessária passagem por Quissama.


Apesar de todo seu pragmatismo, mais um fracasso retumbante barraria o projeto dos portugueses. Em uma nova tentativa de atravessar o rio Kwanza três sobas rebeldes de Quissama atacaram a expedição e, ainda que o governador contasse com quatrocentos infantes e vinte e um cavalos, esse efetivo não foi suficiente para derrotar os sobas. De acordo com o documento produzido por J. C. Feo Cardozo A História dos governadores e capitães generais de Angola, desde 1576 até 1825 e a descrição geográfica e política dos reinos de Angola e Benguela, “não foi este poder bastante a sujeitá-los, porque quando os atacavam, se recolhiam a uns matos tão impenetráveis de espessos”. Os portugueses não deixaram por menos: incendiaram as moradias da população que reconhecia as autoridades das chefias rebeldes, caracterizando os incêndios como uma forma de punição exemplar transformada em espetáculo, que tinha como objetivos óbvios propagandear sua força bélica e amedrontar sobas insubordinados.


Um dos mais poderosos sobas de Quissama era Cafuche Cambare, líder que manteve sua oposição às investidas de Jerônimo de Almeida. J. C. Feo Cardozo analisa os feitos do soba Cafuche Cambare como uma “desgraça” para os portugueses, isso de forma coerente à uma narrativa de exaltação dos feitos portugueses, evidenciando quase uma indignação com a derrota das tropas para um “mero” chefe africano.


Esse e outros registros históricos procuraram desenhar uma outra história, onde o papel das lideranças africanas aparece mitigado, por vezes reprovado. Algum tempo depois de sua vivência os sobas se veriam personagens de outra batalha, envolvendo sua memória.


Outra fonte produzida em finais do século XVIII pelo militar português Elias Alexandre Corrêa, intitulada História de Angola, também analisa os feitos dos portugueses na África Centro Ocidental desde seus primeiros contatos com as chefias do reino do Congo, mantendo o mesmo caráter de exaltação típico das memórias setecentistas que se dedicavam às descrições dos feitos portugueses em seu vasto e heterogêneo Império Ultramarino. Nas palavras de Elias Alexandre a vitória do soba Cafuche Cambere, soberano das terras de Quissama, foi produto do uso de armadilhas naturais chamadas barrocas – espécie de grotas utilizadas pelo chefe para esconder sua “gente de arma” pronta para os ataques, e que também serviu de abrigo para “concubinas e filhos de seus subordinados”. Somente por isso a rebeldia dos sobas não teria sido aniquilada pelas tropas portuguesas e impedido a conquista dos objetivos metalistas do século XVI.


Os sobas de Quissama aparecem nas fontes, até finais do século XVIII, como os maiores opositores às conquistas portuguesas, como bárbaros e violentos, rebeldes e insubordinados, que mais obstáculos impuseram aos interesses da Coroa e seus projetos para a conquista e interiorização de Angola.


A despeito do que faziam crer as fontes portuguesas, os chefes mbundu foram protagonistas nos processos que conduziram à interiorização dos portugueses em Angola, assim como gerenciaram o fornecimento de escravos destinados ao comércio Atlântico. Os sobas imprimiram suas marcas nas relações com as autoridades metropolitanas, e que souberam valer-se das alianças e travar conflitos.


Graças aos senhores do sertão naquele pedaço da África, as conquistas da Coroa portuguesa nos sertões do antigo Ndongo se mantiveram instáveis por todo os séculos XVI e XVII.


Flávia Maria de Carvalho é professora de História da África da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), autora do livro “Sobas e homens do rei: relações de poder e escravidão em Angola – séculos XVII e XIII” (Edufal, 2015), tese de doutorado em História pela UFF.


Referências:

Birmingham, David. Alianças e conflitos. Os primórdios da ocupação estrangeira em Angola. 1483-1790. Luanda, Arquivo Histórico de Angola / Ministério da Cultura, 2004.

Corrêa, Elias Alexandre. História de Angola. 3 Volumes. Lisboa: Clássicos da Expansão Portuguesa no Mundo. Império Africano. Série E, 1997.

Heintze, Beatrix. Angola nos séculos XVI e XVII. Estudos sobre fontes, métodos e História. Luanda: Ed: Kilombelombe, 2007.

Miller, Joseph. Poder político e parentesco. Os antigos Estados mbundu em Angola. Luanda: Arquivo Histórico Nacional / Ministério da Cultura, 1995.

Torres, J. C. Feo e. Memórias contendo a biografia do vice-almirante Luiz da Mota Feo e Torres. A História dos governadores de Angola desde 1575 até 1825 e a descrição geográfica e política dos reinos de Angola e Benguela. Paris: Fantin Livreiro, 1825.

  • Carlos Augusto P. MELO disse:

    Maestria na escrita essa é minha professora Flavia Maria de Carvalho, precisamos de mais material assim pra enriquecer nosso conhecimento a cerca do congo nos séculos XVI e XVII, Angola nunca foi tão bem estudada, parabéns a autora e a impressões rebeldes
    pela escolha de excelência.

    • Flávia Maria de Carvalho disse:

      Obrigada! As pesquisas sobre África Centro Ocidental na Idade Moderna vem ganhando mais fôlego com a identificação de complexas hierarquias de poder que configuraram esses sobados.
      Abraço.

  • Gostei muito do texto, principalmente por quebrar aquela ideia romantizada do Português como povo desbravador ao qual nenhuma nação indígena Africana poderia se opor ou mesmo impedir. disse:

    Danilo Brasil Pinto

    • Flávia Maria de Carvalho disse:

      Obrigada Danilo. Africanos como protagonistas de suas Histórias é o que adotamos como perspectiva. O campo das Revoltas é excelente para explorar as diferentes estratégias de reação dos diferentes grupos étnicos frente às intenções dos representantes da Coroa Portuguesa.
      Abraço.
      Flávia Maria de Carvalho

  • Cecília Gomes disse:

    Analisando a resistência e rebeldia dos sobas do Ndongo frente aos objetivos e tropas dos portugueses em vias de colonização me remeteu a lembrança do Império do monomotapa, Moçambique, que passaram por uma situação parecida quando os portuguesas aliados a outros chefes tentaram tomar seu vasto território. Assim como os sobas do Ndongo o monomotapa também demonstrou muita força e resistência i sendo seu território talves o que tenha sido mais difícil de dominação pelos portugueses. Incrivel como duas africas tão distantes, mas com mesma orgiem, podem dialogar em todos os seus processos estruturais e sociais.

    • Flávia Maria de Carvalho disse:

      Muito obrigada Cecília! Concordo com você. O caso da resistência do chefe do antigo Monomotapa é mais um dos exemplos da ação efetiva de lideranças africanas que se articularam na tentativa de validar seu poder e seus demais interesses. Assim como os sobas do Ndongo que se lutaram contra as tropas portuguesas e em outros momentos também souberam negociar com as propostas apresentadas nos termos do avassalamento.
      Abraço.
      Flávia.

  • Carlos Augusto Pinto Melo disse:

    O texto mostra-se de real relevância na questão da abordagem do tema em todos os aspectos, o que me deixa muito contente pois essa abordagem é ideal para se trabalhar no âmbito educacional, por isso agradeço com veemência a autora e a revista

    • Flávia Carvalho disse:

      Obrigada Carlos. Bom saber que o material pode atender aos professores do ensino médio e básico.
      Que venham mais pesquisas que possam ampliar as possibilidades de conhecimento sobre as Histórias Africanas.
      Abraço,
      Flávia.

  • Jéssica Santos disse:

    Apresentar os papéis de personagens africanos
    e seus protagonismos históricos é contribuir com
    a desmistificação de uma História da África que
    apresenta sempre os africanos em lugares de inércia,
    de submissão, de estagnação política, cultural e histórica.
    Para além da riqueza historiográfica do tema apresentado,
    o texto colabora de forma didática para a desconstrução
    dessa concepção de uma História eurocêntrica da África,
    que , apesar dos notáveis avanços nos últimos anos,
    infelizmente ainda deixa vestígios.
    Bela contribuição ao debate!

    • Flávia Carvalho disse:

      Muito obrigada Jéssica. Os sobas são personagens históricos que possibilitam desconstruir imagens estáticas sobre as Histórias Africanas.
      Assim como eles vários outros sujeitos que participaram ativamente da configuração política, econômica e cultural de Angola estão aguardando essas novas leituras.
      Vamos em frente! Abraço,
      Flávia.

  • Viviani Gozer disse:

    Interessante ver que o próprio negro africano contribuiu intensamente para o fornecimento de pessoas para o tráfico negreiro! Vem-me o questionamento se esses fornecedores sabiam do destino de seus prisioneiros e, sabendo do destino desses, não se importavam com o que pudesse vir a ocorrer. Talvez valha a analogia de genicidio desses negros por outros negros, como o ocorrido com judeus que entregaram judeus ao holocausto, mas esses últimos sabidamente conheciam o destino de seus delatados.

    • Flávia Carvalho disse:

      Olá Viviane. Obrigada pelo seu comentário. A participação de uma elite de africanos no complexo cenário da captação de escravos é um tema polêmico, mas que merece ser pontuado.
      Poucos escravizaram muitos, e as elites que se formaram nas duas margens do Atlântico ratificam essa tese já comprovada pela historiografia dedicada aos estudos das economias e dos mercados americanos e africanos.
      Abraço,
      Flávia.

  • nteressante, mas muito superficial, ou melhor, escrito exclusivamente a partir do ponto de vista do conquistador. Pois em nenhum momento cita o nome de um dos Sobas rebeldes. Insuficiência de fontes?! disse:

    Serafim Quintino

    • Flávia Maria de Carvalho disse:

      Olá Serafim. Obrigada pelo comentário. A proposta sim é apresentar uma síntese referente rente ao papel das resistências das chefias da África Centro Ocidental no processo dos avanços das conquistas portuguesas.
      Os nomes dos sobas aparecem nas fontes, geralmente, associados aos territórios governados por eles- daí a opção em citar os rebeldes como “sobas de Quissama” . A perspectiva é historicizar o papel de personagens africanos, no caso mbundu, até então pouco explorados pela historiografia dedicada aos séculos XVI a XVIII.
      Sobre as fontes utilizamos a documentação do Arquivo Histórico Nacional de Angola, disponíveis em formato digital via Projeto Padab, coordenado pela Professora Mariza de Carvalho Soares, fontes do Arquivo Histórico Ultramarino, relatos de militares como Cadornega e Elias Alexandre e relatos de missionários transcritos pelo padre Antônio Brásio que compõem a coleção Monumemta Missionária Africana.
      Abraço.
      Flávia Maria de Carvalho.

  • Fabianne Nayra disse:

    Excelente artigo, professora. E que bom que temos na Ufal uma historiadora tão séria, dedicada, responsável e uma das melhores africanistas que já li. Orgulho e honra definem.

  • Flávia Maria de Carvalho disse:

    Muito obrigada Fabianne. Que as nossas pesquisas sejam formas de incentivo para novas análises sobre História da África na Idade Moderna.
    Abraço.
    Flávia Maria de Carvalho.

  • Felipe Soares disse:

    Felipe Soares

    boa contribuição para entendermos um pouco de África! O dinamismo do passada é bem problematizado quando se faz entendendo as especifidades geográficas e temporais. Excelente professora Flávia!!

  • Flávia Maria de Carvalho disse:

    Muito obrigada Felipe! Perceber essas especificidades nas relações entre os funcionários que representavam os interesses da Coroa Portuguesa e os diferentes grupos que formavam as hierarquias mundo permite ampliar os estudos em diferentes áreas.
    Abraço.
    .

  • Ana Maria Araújo disse:

    Ótimo texto! Contribui bastante na compreensão do desenrolar das relações políticas estabelecidas entre os sobas do Ndongo e a Coroa portuguesa, principalmente na análise sobre o papel desses sobas nessas relações, o que o texto mostra com clareza como era ativa e determinante.

  • Flávia Maria de Carvalho disse:

    Muito obrigada Ana! Bom saber que as pesquisas sobre o papel dos sobas vem ganhando espaço nas pesquisas acadêmicas.
    Grande abraço.
    Flávia.

  • Ariane Carvalho disse:

    Ótimo texto Flávia! Sabemos o quanto é desafiador adentrar a história dos sertões angolanos. E você faz isso bem, ainda mais destacando o papel político destes governantes africanos.
    Interessante notar que mesmo com as revoltas destes sobas, estas guerras eram utilizadas para obtenção de escravos. Os relatos de Elias Alexandre evidenciam bem isso.

  • Flávia Carvalho disse:

    Obrigada Ari! Parabéns pela sua pesquisa! Encarar essa temática é fascinante mesmo!
    Concordo com você. Pensar o papel político dos sobas dentro dessa hierarquia exige pensar a função social das guerras travadas, e das revoltas.
    E voltamos nós para a questão do fornecimento de escravos para o mercado atlântico.
    Elias Alexandre é uma fonte preciosa mesmo.
    Beijo,
    Flávia.

  • Alberto Leite disse:

    Analisar a África Centro Ocidental é sempre um desafio, discutir sobre os aspectos divinos do Ngola mostrando a sua importância representativa nos períodos de crises é um ponto importante nessa discussão do Antigo Ndongo. Esse trabalho tem problematizado muitas questões importantes para entendermos o funcionamento político no Antigo Ndongo no século XVI. Entre tais questões destaco: o papel dos sobas como principais articuladores políticos nas relações comerciais com os portugueses, e as dificuldades encontradas pelos portugueses no processo de conquistas no Antigo Ndongo.

  • Flávia Carvalho disse:

    Olá Alberto. Muito obrigada. Analisar a História Social do Antigo Ndongo e demais regiões da África Centro Ocidental remete ao estudo de personagens até então pouco explorados pela historiografia.
    Ngolas, sobas, macotas, jagas, manicongos juntamente com representantes da Coroa Portuguesa, padres missionários, pumbeiros de diversas procedências configuram um cenário com complexas relações de poder e hierarquias.
    Abraço,
    Flávia.

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