Revolta de Beckman - Maranhão
Beckmann refugiado nos sertões do alto Mearim. Antônio Parreiras, 1936. Óleo sobre tela. Museu Antonio Parreiras - Niterói, RJ
"Saiu pela brecha por onde tinha entrado o monstruoso corpo daquela desordem’’. A frase dita por Bernardo Pereira de Berredo, historiador e administrador colonial português, representa a situação de desagrado com o governador Francisco de Sá Meneses, representante direto do governo metropolitano português, principalmente pelo descaso em relação à miséria em que se encontrava o Estado do Maranhão, e as medidas implementadas pelo Governador Geral, entre elas a implementação do monopólio comercial, conhecido como estanco, entre a Coroa a Companhia do Comércio do Maranhão, e a insatisfação com a proibição da escravização dos indígenas, diretamente relacionado com os jesuítas e suas missões, presentes no Estado.

Na véspera da procissão de Nosso Senhor dos Passos, liderados pelos irmãos Manuel e Tomás Beckman, os rebeldes tomam a cidade de São Luís no dia 25 de Fevereiro de 1684 e uma vez no poder, instauram uma junta de governo composta por representantes dos três segmentos sociais, sendo eles os latifundiários, o clero e o povo. Após tomarem a cidade, com o tempo o movimento foi perdendo resistência e apoio por parte da população, revelando um lento e gradual desmanche do mesmo. Com a chegada do novo governador Gomes Freire de Andrade em Maio de 1685, amparado por fortes efetivos militares portugueses e pelo Ouvidor Manuel Vaz Nunes, é decretada a prisão e posterior execução dos principais líderes da revolta, Manuel Beckman e Jorge de Sampaio de Carvalho, e Tomás Beckman e Eugênio Ribeiro Maranhão são enviados a Lisboa e processados pela corte portuguesa. Ao final de 1685, a Revolta de Beckman tinha chegado ao fim.

Esse texto e as informações sobre o documento [Relação Histórica e Política Dos tumultos que sucederam na cidade de S. Luiz do Maranhão] disponíveis no site Impressões Rebeldes são de autoria de Bárbara Matos, David de Oliveira, Lara Ribeiro, Rafael Risi e Thiago Lima, alunos do curso de graduação em História da UFF. Trabalho realizado para a disciplina “Revoltas e Revoluções na Época Moderna: Europa e Brasil Colônia” no 1º semestre de 2014.



Confira a localidade de Revolta no Atlas Digital da América Lusa, ou acesse o link http://lhs.unb.br/i3geo/iroko2/cantino.htm?ef93eg526mliml641erjf99ph2

Revolta de Beckman - Maranhão

Documentos desta revolta

Outras designações

Revolta de Bequimão, Revolta dos Irmãos Beckman

Vídeo

Bibliografia

Caetano, Antônio Filipe Pereira.\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\"Entre Drogas E Cachaça: A Política Colonial E as Tensões Na América Portuguesa (Capitania Do Rio De Janeiro E Estado Do Maranhão E Grão-Pará, 1640-1710).\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\" UFPE, 2008.

Chambouleyron, Rafael. “Duplicados Clamores” Queixas e rebeliões na Amazônia colonial (Século XVII)\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\" Projeto História. Revista do Programa de Estudos Pós-Graduados de História, no. 1 (2009).

Coutinho, M. A Revolta De Bequimão. Instituto Geia, 2004.

Fontes impressas

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Moraes, Francisco Teixeira de.\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\"Relação Histórica E Política Dos Tumultos Que Sucederam Na Cidade De S. Luiz Do Maranhão\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\". RIHGB 40, no. 1ª parte (1692).