Guerras Bárbaras - Nordeste
Aquarela que ilustra o confronto entre índios e bandeirantes, do artista José de Miranda datada do século XVII
A rebelião dos tapuias (nome genérico para “índios bárbaros”) contra colonos luso-brasileiros no nordeste da América portuguesa decorreu da expansão de suas plantações e criações de gado em território dos Janduís, gerando ataques a colonos e destruição da criação. Desde a ocupação holandesa na região (1630-1654) mudara drasticamente a ocupação, o uso da terra e as relações entre os nativos e os colonos. Não ficaram intocados também os equilíbrios entre os diversos grupos nativos.

Muitas mobilizações militares ocorreram em virtude das tensões entre índios e colonos, com seguidas batalhas transcorrendo até 1695. Um dos líderes Janduí, Canindé, chegou a mobilizar 22 aldeias tapuias dentre várias capitanias, comandando um exército de quase 5.000 homens armados de arco e flecha e armas de fogo.

Porém, as expedições paulistas mostraram-se mais fortes, forçando os índios a proporem em 1692 um armistício, que consistia em um acordo de “paz e amizade” no qual se punham como “fiéis vassalos”, que apoiariam os Portugueses em combate contra qualquer força inimiga. Por outro lado, pediram a manutenção de sua liberdade e, cedendo parte de suas terras aos portugueses, pediram também o direito de possuir terras para o sustento de suas aldeias.



REBELIÕES INDÍGENAS NO BRASIL

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