Revolta de Cumã - Maranhão
Detalhe de Maranhão Taboa Segunda. Da Oficina de João Teixeira Albernaz I, c. 1629 em “Pequeno Atlas do Maranhão e Grão Pará”.
Em janeiro de 1617, na região do Maranhão, espalham-se rumores de que os colonizadores iriam escravizar todos os índios. Próximo à cidade de São Luís do Maranhão e nos arredores da fortaleza de Cumã, um índio de nome Amaro leu em voz alta uma carta que revelava uma conspiração portuguesa para generalizar o cativeiro na região. Em reação à notícia no mesmo dia a fortaleza foi invadida. Nos meses seguintes o núcleo rebelde faz contato com outras nações indígenas que, ao longo de quatro anos, tornaria a resistência generalizada na região. A repressão portuguesa não tardou: os principais envolvidos foram mortos e os demais índios escravizados.

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Revolta de Cumã - Maranhão

Documentos desta revolta

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Outras designações

Motim de Cumã

Bibliografia

BERREDO, Bernardo Pereira de. Anais Históricos do Estado do Maranhão. São Luís: Alumar, 1988 [1749].

CARVALHO JUNIOR, Almir Diniz de. Índios Cristãos. A conversão dos gentios na Amazônia Portuguesa (1653-1769). Campinas: Tese de doutorado (história) apresentada à Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), 2005.

_____. A revolta dos primeiros índios cristãos: guerra e conflitos na construção da Amazônia portuguesa – século XVII. Fronteiras e Debates. Macapá, v. 2, n. 1, Jan/Jun 2015. Disponível em: https://periodicos.unifap.br/index.php/fronteiras/article/view/2515/almirv2n1.pdf

MONTEIRO, John M.. Tupis tapuias e historiadores: Estudos de História indígena e do indigenismo. Tese de Livre Docência (História) apresentada à Universidade Estadual de Campinas, 2001.

IBÁÑEZ BONILLO, Pablo. “Desmontando a Amaro: una re-lectura de la rebelión tupinambá (1617-1621)”. Topoi, vol. 16, nº. 31, (jul./dez. 2015), p. 465-490.