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Descrição da Batalha das Canoas, por frei Vicente de Salvador

Resumo

Em julho de 1566, os resistentes tupinambás da Guanabara uniram forças com o cacique de Cabo Frio, Guaixará, que formou uma poderosa força contando, de acordo com Frei Vicente do Salvador, com 180 canoas indígenas. O plano orquestrado pelos nativos tinha o objetivo de cercar algumas embarcações portuguesas em uma cilada e, por fim, matá-los.

O objetivo não foi conquistado somente porque uma explosão acidental causada em uma embarcação portuguesa gerou espanto em uma das mulheres indígenas, que aconselhou a todos que partissem da região imediatamente.

Os portugueses enxergaram este acontecimento como um verdadeiro milagre, que teria contado com a participação do próprio São Sebastião, que veio dos céus para protegê-los.  

Artifícios da Narrativa

Pretende-se no texto destacar o auxílio da Providência Divina no empreendimento colonial português. Na ocasião do conflito, os portugueses conseguiram sobreviver, não por sua capacidade bélica, muito menos pelo numero de soldados. Para eles, uma ajuda primordial veio do próprio São Sebastião, o santo que fornecia proteção. A narrativa também busca legitimar a colonização portuguesa, mostrando que o próprio Santo estaria auxiliando nesse empreendimento. 

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Informações

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Batalha das Canoas

Local/Data do Documento

Bahia dez. 1627

Referência do documento reproduzido

SALVADOR, frei Vicente de. História do Brasil: 1500-1627. 7ª ed. São Paulo: Edusp, 1982, p. 51.

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