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Boatos sobre os inconfidentes mineiros

Resumo

A ampliação da pressão fiscal por parte de Portugal combinada com a crise da mineração de ouro, favorecem as insatisfações das elites e camadas médias da capitania de Minas Gerais que tomam a forma de uma conspiração anticolonial

Artifícios da Narrativa

Cercado de espanto um morador anônimo revela a surpresa inicial diante da prisão, a princípio inexplicável, de algumas figuras notáveis da capitania, narra a organização do aparato investigativo e de repressão. Logo a dúvida é substituída pelos notícias de que as prisões se relacionavam a um inquérito sobre uma conspiração. Os diversos planos e ideias dos rebeldes, inflados por força dos boatos, são mencionados, considerados como uma barbaridade ou “erros gravíssimos” pelo autor. Indica as condições em que foram presos vários dos suspeitos de inconfidência nas comarcas de Vila Rica, do Rio das Mortes e no Rio de Janeiro. O julgamento do autor é francamente negativo a respeito dos supostos planos de rebelião, elaborados por “loucos Golpistaários”, e defende explicitamente o governador Luís Antônio Furtado de Mendonça, Visconde de Barbacena.

Referência do documento original

Biblioteca Municipal do Porto (Portugal). Códice nº 146

Referência do documento reproduzido

Boatos sobre os inconfidentes Mineiros (1790). In: Taunay, Afonso de E. Assuntos De Tres Seculos Coloniais (1598-1790). Sao Paulo: Impr. Oficial do Estado, 1944, p 147-154. Também publicado nos Autos da Devasssa da Inconfidência Mineira (Tarquínio J. B. de Oliveira Herculano Gomes Mathias), v.9, p. 34-43.

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