Auto* de Perguntas a Joaquim José da Silva Xavier

POR DENTRO DO DOCUMENTO

Título: [Auto de continuação de perguntas feitas ao Alferes Joaquim José da Silva Xavier – 4ª sessão de perguntas]
Tipo de documento: Auto de devassa
Local: Fortaleza da Ilha das Cobras, Rio de Janeiro
Data: 18/01/1790
De: Inexistente.
Para: Inexistente.
Assinatura: José Pedro Coelho Machado Torres (desembargador e juiz da devassa), Marcelino Pereira Cleto (Ouvidor e Corregedor da Comarca do Rio de Janeiro e escrivão para a devassa), José dos Santos Rodrigues e Araujo (tabelião), Joaquim José da Silva Xavier (Alferes, inquirido)
Contexto: Devassa – Inconfidência Mineira
Revolta: Inconfidência Mineira
Assunto geral: Devassa; motim
Assunto específico: Tiradentes; confissão; idealizador; república; livre; Portugal
Referência impressa: Autos de Devassa da Inconfidência Mineira, V. 4. Brasília – Belo Horizonte: Câmara dos Deputados – Governo do Estado de Minas Gerais, 1982
Link do original: http://www.historia.uff.br/impressoesrebeldes/wp-content/uploads/2013/07/Auto-de-continuação-Tiradentes-INC1789-3.pdf

POR DENTRO DA REVOLTA

Vídeo 1:

POR DENTRO DO TEXTO

Artifícios da narrativa: Saber a verdade acerca de sua participação/seu papel e da participação de demais no motim.
Trechos significantes: - “(...) confessa ser quem ideou tudo, sem nenhuma outra pessoa que o movesse, nem lhe inspirasse coisa alguma” - “(...) que os nacionais dessa América não sabiam os tesouros que tinham e que podiam aqui ter tudo se soubessem fabricar” - “(...) falar dos governos, e como vexavam os povos (...) admiração por não terem seguido o exemplo da América Inglesa (...) lembrar-se da independência que este país poderia ter, e entrou a desejá-la e ultimamente a cuidar no modo, por que poderia isso efetuar-se” - “(...) poderia assim suceder que essa terra se fizesse uma república, e ficasse livre dos governos, que só vêm cá ensopar-se em riquezas de três em três anos, e quando eles estão desinteressados sempre têm uns criados, que são uns ladrões, e que as potências estrangeiras se admiravam, de que a América Portuguesa não se subtraísse da sujeição de Portugal” - “(...) projeto de que a América podia ser uma república e viver livre de Portugal” - “(...) todos convieram que se fizesse a sedição, e levante, fundamentados na derrama, a qual causava um desgosto geral aos povos, e os achava dispostos para estarem na dita sedição” - “(...) prender o general, e fazê-lo conduzir com sua família para fora do distrito de Minas, dizendo que se fosse embora, e dissesse em Portugal que cá já se não carecia de governadores“ - “(...) que não se queria naquela ação cabeça; mas sim serem todos cabeças, e um corpo unido” - “(...) a nova república que se estabelecesse deveria ter uma bandeira (...) deveria ter um triângulo, representando as três pessoas da Santíssima Trindade” - “(...) que ele respondente capacitasse e seduzisse as pessoa, que pudesse para entrarem na sublevação” - “(...) quanto ao Rio de Janeiro, (...) era ideia para melhor persuadir àquelas a quem falava, porque na realidade nem tinha nesta cidade partido”
Tópicos de discurso: “desgosto geral aos povos”; “nacionais dessa América”; “governos, e como vexam os povos”; “república, e ficasse livre dos governos, que só vêm ensopar-se de riquezas”; “subtraísse da sujeição a Portugal”; “capacitasse e seduzisse as pessoas”

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