Análise de documentos (em torno de 45 min)
O professor, a partir da análise conjunta com os estudantes de um texto de cordel sobre Luiza Mahin e de fontes iconográficas (disponíveis no plano de aula completo), conduzirá uma reflexão sobre a figura de Luiza Mahin, associada à Revolta dos Malês, bem como sobre as características sócio-culturais e do mundo do trabalho na cidade de Salvador no contexto da revolta. Em seguida, os estudantes, reunidos em grupos, receberão um conjunto de documentos (Material 1) relacionados à Revolta dos Malês, para que realizem um exercício de leitura, interpretação e síntese das passagens documentais. As principais informações deverão ser anotadas pelos estudantes em uma folha (Material 2), que contém um quadro síntese.
Formulação da história (de 10 a 15 minutos)
No segundo tempo de aula de 45 minutos, o docente iniciará o segundo momento da atividade que deverá durar em torno de 10 a 15 minutos. Os estudantes ainda reunidos nos mesmos grupos de trabalho deverão criar uma história verossímil de um personagem que teria vivido no contexto histórico da Revolta dos Malês e participado do levante. Para tanto, a turma receberá do professor perguntas norteadoras para a elaboração do perfil deste personagem, e deverão mobilizar as informações do conjunto de documentos para a formulação de suas histórias. Esse momento de preparação do enredo deve ser breve, permitindo que os alunos improvisem parte da história no momento da contação.
Contação da história (30 minutos)
O terceiro momento da aula consiste na contação da história criada pelos grupos. Separe 30 minutos da aula para isso. Os estudantes devem se colocar lado a lado, em uma linha horizontal. O primeiro componente do grupo começará a contar a história até determinado ponto, quando a vez é conduzida para o próximo colega da fila. Esse membro do grupo deverá continuar a história exatamente de onde ela foi interrompida. O aluno segue a história. Novamente, quando ele parar de narrar, a contação é conduzida para o colega ao lado, que deve partir de onde a narrativa parou e assim sucessivamente. O grupo sabe, conforme combinou previamente, o caminho geral pelo qual a história deve passar, ou seja, o início, meio e fim do enredo, mas, para fazer a história durar até o último componente do grupo, cada aluno deverá enriquecer, na hora da contação, a narrativa com alguns detalhes improvisados. O papel do docente nesta etapa é muito importante, pois ele deverá ajudar no processo de criação de detalhes improvisados da narrativa, fazendo intervenções com perguntas provocativas para os alunos enquanto eles contam a história, ou ainda, conduzindo a passagem da vez entre os estudantes durante a contação da narrativa. A ideia desse jogo teatral é não só sistematizar o conhecimento histórico, mas também estimular a fruição da espontaneidade e a habilidade de improvisação dos alunos.
Sem Nome, "A Revolta dos Malês". Impressões Rebeldes. Disponível em: https://www.historia.uff.br/impressoesrebeldes/plano_de_aula/a-revolta-dos-males/. Publicado em: 24 de janeiro de 2026.