Sala de aula

A Revolta dos Malês

Salvador, 1835-1835

  • 8 – Fundamental II
  • Duração: 2 aulas de 45 minutos
  • Habilidade BNCC: (EF08HI16): Identificar, comparar e analisar a diversidade política, social e regional nas rebeliões e nos movimentos contestatórios ao poder centralizado; (EF08HI19): Formular questionamentos sobre o legado da escravidão nas Américas com base na seleção e consulta de fontes de diferentes naturezas; (EF08HI20): Identificar e relacionar aspectos das estruturas sociais da atualidade com os legados da escravidão no Brasil e discutir a importância de ações afirmativas.

Unidade Temática

O Brasil no século XIX

Objetos de conhecimento: O período regencial e as contestações ao poder central; o escravismo no Brasil do século XIX; revoltas de escravizados.

Objetivos específicos: 

Trabalhar a leitura e interpretação de fontes históricas.

Compreender os motivos e o desenvolvimento da revolta.

Compreender quem eram os (as) africanos (s) envolvidos (as) na revolta. 

Desenvolver a construção de uma narrativa coerente com base no conhecimento histórico.

Estimular o trabalho em grupo e a escuta ativa entre os educandos.  

Estratégias e Recursos:

Leitura e interpretação de trechos documentais (disponível em anexo)

Metodologia

A atividade foi pensada para ser realizada no momento em que o professor esteja trabalhando o conteúdo curricular das rebeliões do período regencial no Brasil Império. 

A proposta é que os educandos mobilizem o conhecimento aprendido na aula sobre a Revolta dos Malês (1835) para criar, de forma coletiva e improvisada, uma história verossímil sobre um personagem que teria vivido naquele contexto histórico. A dinâmica da atividade  estimula os estudantes a se colocarem na perspectiva do “outro”, no caso de um personagem histórico que teria participado da Revolta dos Malês, desenvolvendo a imaginação histórica e apropriando-se do conteúdo de forma criativa.

A metodologia usada é a dos jogos teatrais no processo de ensino-aprendizagem de História (Sarmento, 2023). Inspirada nos jogos teatrais propostos pelos diretores Augusto Boal e Viola Spolin, essa metodologia objetiva teatralizar o ensino de História, transpondo as ferramentas do teatro para a etapa de sistematização do conteúdo. A criação de narrativas baseadas em contextos históricos é uma estratégia de ensino-aprendizagem interessante para o docente avaliar a forma pela qual os educandos relacionam e articulam as informações sobre um determinado tema. O jogo teatral possibilita instaurar uma outra dinâmica em sala de aula, na qual os educandos assumem um papel ativo na elaboração do seu conhecimento sobre o objeto de estudo, permitindo ao docente avaliar o que foi apreendido ou não. Além disso, estimula os educandos a exercitarem os conteúdos atitudinais (Zabala,1998), uma vez que o jogo exige dos seus participantes: a escuta ativa, a atenção para que estejam em prontidão para “entrar na história” quando convocados, a colaboração, o expressar-se oralmente com coerência e espontaneidade, lidando com a timidez. Os jogos teatrais no contexto escolar contribuem para a descentralização do processo de ensino-aprendizagem ao propor uma forma de aproximação do conteúdo de estudo baseado na brincadeira, e uma nova dinâmica de integração entre o grupo de educandos e destes com o docente na sala de aula. (Zabala, 1988, p. 40).

Plano de aula elaborado por:

  • Roberta Martinelli e Barbosa / Giovana Vicchione Mariz Sarmento
    Professora titular do Departamento de História do Colégio Pedro II/RJ e Doutora em História Social da Cultura pela PUC-Rio / Professora de História formada pela UFRJ e atriz graduada na Casa das Artes de Laranjeiras (CAL). Tem especialização em Ensino de História pelo Colégio Pedro II e Mestrado em Teatro pela UNIRIO. Atua em escolas da rede privada

Como Citar

Sem Nome, "A Revolta dos Malês". Impressões Rebeldes. Disponível em: https://www.historia.uff.br/impressoesrebeldes/plano_de_aula/a-revolta-dos-males/. Publicado em: 24 de janeiro de 2026.