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Capitanias da Bahia, Alagoas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Piauí, São Paulo, Santa Catarina

Resumo

Pasquim circula em Salvador, Bahia, mostrando insatisfação de um autor anônimo com o governo e a pessoa do príncipe regente, Dom João VI, por conta do imposto que passaria a ser cobrado a partir de janeiro do ano seguinte (1813). Segundo denúncia feita pelas autoridades foram cinco cópias desse pasquim afixadas possivelmente em janeiro de 1813, numa manhã chuvosa em Salvador e imediatamente arrancados por oficiais do governo.

O documento original (não se trata de cópia) sugere uma grande indignação da população baiana pelo fato de terem recebido tão bem o príncipe regente, merecendo em troca uma pesada carga fiscal. Trata-se possivelmente do imposto criado por Alvará em outubro de 1812, incidindo sobre seges, lojas e embarcações. Com sua arrecadação pretendia-se formar a cota da Fazenda Real no capital do Banco do Brasil, por isso foi chamado de “imposto do Banco”.

Além de criticar o príncipe regente, o documento traz críticas ao Lorde Strangford (embaixador inglês), a Targine (tesoureiro-mor do Real Erário) e ao ministério do governo de Dom João.

Artifícios da Narrativa

Buscando convocar a população à indignação contra o Príncipe Regente, o documento percorre tópicas para figurar o governante na condição de tirano em relação aos súditos, tais como avareza, violência, injustiça e ingratidão com vassalos que haviam demonstrado generosidade com Sua Alteza.

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Informações

Documento possui 2 páginas

Local/Data do Documento

Salvador
jan. 1813Data atribuída

Autoria da transcrição

Isabella Machado, Krishna Lisboa, Letícia Cardoso e Miguel Estrela — graduandos do curso de História da UFF (2025.2) da disciplina História e Pesquisa, lecionada pelos professores Luciano Raposo de Almeida Figueiredo e Claúdia Heynemann (Arquivo Nacional).

Referência do documento original

ARQUIVO NACIONAL (Brasil). Fundo Vice-Reinado. Código: D9. Séries Capitanias da Bahia, Alagoas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Espírito Santo, Piauí, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Norte. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional.

Referência do documento reproduzido

ARQUIVO NACIONAL (Brasil). BR RJANRIO D9.CAI.0.748, Fundo: Vice-reinado; D9.

Observações

A análise e descrição deste documento foram realizadas pelo grupo de graduandos Isabella Machado, Krishna Lisboa, Letícia Cardoso e Miguel Estrela no âmbito da disciplina História e Pesquisa, lecionada no semestre 2025.2 pelos professores Luciano Raposo de Almeida Figueiredo e Claúdia Heynemann (Arquivo Nacional) no curso de História da Universidade Federal Fluminense. O original do pasquim, afixado possivelmente em Salvador, acompanha um documento de denúncia sobre essa pasquinada escrito na Bahia, no dia 1 de janeiro de 1813, por Marcos de Noronha e Brito, Conde dos Arcos, e dirigido a Fernando José de Portugal e Castro, Conde de Aguiar. A denúncia está em ARQUIVO NACIONAL (Brasil). Fundo Vice-Reinado. Código: D9. Séries Capitanias da Bahia, Alagoas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Espírito Santo, Piauí, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Norte.

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Como Citar

Desconhecida, , , "Pasquim baiano contra Dom João VI". Impressões Rebeldes. Disponível em: https://www.historia.uff.br/impressoesrebeldes/documento/pasquim-baiano-contra-dom-joao-vi/. Publicado em: 25 de setembro de 2026.

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