Abordagem
Nossa proposta de trabalho é baseada em colaboração multidisciplinar, reunindo os debates de historiadores, arqueólogos e linguistas, para propor o estudo de experiências comparadas dos contatos e interações na antiguidade, particularmente de helenos e de sociedades nomedas pelos antigos como "celtas".
Trabalhando com um recorte de longa duração, analisamos a mobilidade de pessoas, artefatos e ideias e suas apropriações para a construção de experiências locais. Seguindo a abordagem pós-colonial, os estudos da materialidade e da arqueologia funerária, buscamos aprofundar a reflexão acerca do agenciamento humano nos processos de contato e comunicação entre sociedades antigas. Também nos interessa utilizar o registro funerário como fonte para a análise da vivência social, tanto quanto para compreender as atitutes daquelas sociedades diante da morte.
Das Ferramentas, Técnicas e Agradecimentos ...
Nossa proposta visa o emprego de Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs) tanto para a pesquisa (com técnicas de fotografia computacional para digitalização de cultura material), quanto para o Ensino de História Antiga.
Privilegiamos, aqui, o uso de acervos digitalizados consagrados na área e também de ferramentas gratuitas e de código aberto, amplamente utilizadas pela comunidade de pesquisadores em Humanidades Digitais.
Em nossos projetos sobre as cunhagens da Idade do Ferro, temos feito uso do método de Reflectance Transformation Imaging (RTI), trabalhando sobretudo com artefatos das coleções do Museu Histórico Nacional (MHN) e da Biblioteca nacional da França (BnF). Os resultados aqui disponibilizados se devem às parcerias com essas instituições.
Esse método de fotografia computacional com iluminação interativa, simulações matemáticas de aprimoramento da superfície e dos atributos de cor, foi inventado por Malzbender e Gelb (2001) para uso com uma redoma com lâmpadas de LED. Empregamos uma forma de aquisição de RTI mais acessível e prática é o método de Highlighted RTI (H-RTI), desenvolvido por Mark Mudge, Marlin Lum e Carla Schroer (BARBOSA et al., 2007; DUFFY et al., 2013) do Cultural Heritage Imaging.
Agradeço também o apoio fornecido por F. Gianpaolo do Visual Computing Lab do CNR-ISTI (Conselho Nacional de Pesquisa o Instituto de Ciência da Informação e Tecnologia) em Pisa, Itália, com as ferramentas RelightLab e OpenLIME. Foi com a discussão e colaboração com colegas ligados ao VCL, como Ricardo Marroquim (à época no LCG/COPPE/UFRJ), que toda esta jornada se iniciou. Agradeço aos colegas pela disponibilidade, orientação e, ao Ricardo, pela parceria que contribuiu para os trabalhos do NEREIDA.
Em termos das exposições digitais, estamos seguindo as tendências de storytelling digital adotadas mundialmente hoje no setor de patrimônio. Empregamos ferramentas do Knight Lab da Northewestern University e do Digital Scholar. Para orientações de storytelling digital, seguimos as diretrizes e sugestões do Story Center, apresentadas em suas publicações e oficinas, que nos foram de grande valia.