Pesquisador

Rodrigo Bentes Monteiro

Universidade Federal Fluminense

Graduou-se em história em 1988 pela PUC-Rio e por vários anos foi professor dos ensinos fundamental e médio. De 1989 a 1999 tornou-se mestre e doutor em História Social pela USP, orientado por Laura de Mello e Souza. Sua dissertação de mestrado versa sobre as festas na cidade do Rio de Janeiro em meados do século XVIII, e a tese de doutorado, acerca da imagem do rei em Portugal e na sua América, desde a Restauração até o reinado de D. João V (Hucitec, 2002). Entre 2001 e 2002 realizou estágio pós-doutoral na USP sobre Jean Bodin e as guerras religiosas na França. Depois tornou-se professor de história moderna na graduação e na pós-graduação na UFF. Foi coordenador da Companhia das Índias de 2006 a 2009 e em 2012, tendo organizado vários eventos e livros. Possui pesquisa sobre a coleção de documentos compilados por Diogo Barbosa Machado, tendo realizado outro estágio pós-doutoral no ICS-Universidade de Lisboa sobre o tema. Coordena o núcleo brasileiro da Red Columnaria, liderou o grupo brasileiro sobre a presença de Maquiavel no mundo ocidental, e representa a Cia das Índias-UFF em convênios com o Cidehus-Universidade de Évora, o Palácio Nacional de Mafra, e a Universidade de Pádua. Sua trajetória relaciona-se ao tema da representação do poder na época moderna, pelo estudo de ideias contextualizadas, das coleções elaboradas e bibliotecas ou pela análise de documentos como os manuscritos atribuídos a Pedro Miguel de Almeida Portugal, 3o conde de Assumar, motivo de outro estágio pós-doutoral na Unicamp.

Obras publicadas

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Raízes do Privilégio. Mobilidade social no mundo ibérico do Antigo Regime

Rodrigo Bentes Monteiro (org.)
Jorge Manuel Flores (org.)
Daniela Buono Calanho (org.)
Bruno Feitler (org.)

Raízes do privilégio: mobilidade social no mundo ibérico do Antigo Regime reúne textos que refletem sobre questões fundamentais dos séculos XV a XVII, em especial no que diz respeito à mobilidade social na América colonial. Entender como sociedades ao mesmo tempo ortodoxas e desiguais em termos de cor, sangue, riqueza etc. se consolidaram em diferentes espaços geográficos e de poder no império colonial espanhol e português é crucial para compreender como, em nossas sociedades, as novidades da globalização se misturam a arcaísmos em pleno século XII.

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Espelhos Deformantes: fontes, problemas e pesquisas em História Moderna (séculos XVI-XIX)

Rodrigo Bentes Monteiro (org.)

Neste livro destinado a aspirantes à pós-graduação, a mestrandos ou doutorandos em História, cabe dissertar um pouco sobre o seu tema e o seu título. No limiar do nosso terceiro milênio, Carlo Ginzburg preocupa-se com as relações entre a história, a retórica – entendida, grosso modo, como a arte de falar e de escrever bem – e a prova – no sentido da verifi- cação, mas também da experimentação. Neste sentido, o historiador italiano utiliza uma metáfora que seria a de espelhos que deformam os objetos. Neste volume, diversos historiadores irão mostrar como tiveram de lidar com as fontes, seus problemas e suas soluções de pesquisa.

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O Rei no Espelho: a monarquia portuguesa e a colonização da América (1640-1720)

Rodrigo Bentes Monteiro

Este livro analisa a imagem da monarquia portuguesa projetada no ultramar americano entre 1640 e 1720. Mediante o estudo do processo de restauração da independência lusa, entende-se o universo mental e político comum que compreendia a corte portuguesa, o reino e suas conquistas na América sob governo da dinastia Bragança, semelhanças que se evidenciam na abordagem de algumas rebeliões.

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Maquiavel no Brasil: dos descobrimentos ao século XXI

Rodrigo Bentes Monteiro (org.)
Sandra Bagno (org.)

‘Maquiavel no Brasil’ trata de um tema fascinante: os percursos da obra de Nicolau Maquiavel, desde os primeiros movimentos da colonização portuguesa no século XVI até os dias de hoje. A obra desbrava, com a competência acadêmica e com a complexidade reivindicada pela pesquisa de fontes, aspectos desconhecidos da recepção deste multifacetado personagem em terras brasileiras, num mergulho inédito nos tortuosos caminhos e descaminhos da obra desse florentino genial que continua a surpreender. São 500 anos de história de sucessivos e recorrentes maquiavelismos que constituíram, e continuam a formar, a política tal como ela é ou insiste em ser hoje, assim com suas alternativas.

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Império de Várias Faces

Ronaldo Vainfas (org.)
Rodrigo Bentes Monteiro (org.)
Constituído por 17 artigos reunidos, este livro é o testemunho da renovação deste campo de pesquisa. Desta forma, o reino português e seu império constituem espaços de permanente metamorfose social no período moderno. Tanto no império, como nas relações de poder destacadas, não há aspectos prevalecentes, nem determinismos de qualquer tipo, exceto a convicção de que somente a pesquisa empírica permite alcançar a experiência histórica. O livro evidencia uma característica deste grupo de pesquisa voltado para os séculos XVI, XVII e XVIII, a pluralidade de temas inter-relacionados. Aspectos pertinentes aos âmbitos das monarquias ibéricas e dos movimentos sociais, das instituições e práticas religiosas, do mundo natural, da escravidão, da cultura escrita, da questão da terra, da alteridade cultural, em várias regiões entre o reino e suas conquistas.