Revoltas

Conspiração Escrava em Minas Gerais

Capitania de Minas Gerais (1720 – 1821)Vila do Ribeirão do Carmo

Início / fim

03 de abril de 1756 / 15 de abril de 1756

A revolta tinha data marcada: quinta-feira santa, dia 15 de abril de 1756, foi programada uma devastadora insurreição de escravos na capitania de Minas Gerais. De acordo com o plano acertado entre os negros refugiados nos quilombos da região e os cativos empregados nos trabalhos das minas, algumas das principais localidades como Vila Rica, Ribeirão do Carmo, São José do Rio das Mortes e Sabará seriam tomadas pelos rebeldes e governadas por líderes eleitos, logo depois que fossem assassinados todos os homens brancos e mulatos, surpreendidos enquanto atendiam aos ofícios e exercícios religiosos daquela semana santa. Cabia a cada um dos rebeldes matar o senhor que lhe fosse mais familiar. Apenas as mulheres seriam poupadas.

Era este o conteúdo das cartas emitidas a 3 de abril de 1756 pelo Senado da Câmara de Vila Rica às Câmaras de Vila Real de São João del Rei do Rio das Mortes, de Sabará e da cidade de Mariana. Na correspondência dirigida ao bispo diocesano o Senado da Câmara solicitava que as portas das Igrejas não fossem abertas no dia programado para a insurreição. A recomendação do Senado da Câmara de Vila Rica de que naquela noite não se abrissem as Igrejas foi prontamente atendida em nome da segurança pública. A rebelião não aconteceu e mais nenhum indício de sua existência pode ser encontrado na documentação oficial.

Confira a localidade de Revolta no Atlas Digital da América Lusa, ou acesse o link http://lhs.unb.br/i3geo/iroko2/cantino.htm?ef93eg526mliml641erjf99ph2

Tipologia

Modelo de conflito

Grupos Sociais

Consequência(s)

Soberania

A revolta foi interrompida pelas seguintes razões

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