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VOLUME 20, 2014

ISSN 1980-542X
DOI: 10.5533/TEM-1980-542X-20131734

Milicianos, barbeiros e traficantes numa irmandade católica de africanos minas e jejes (Bahia, 1770-1830)Artigo

Luis Nicolau Pares - Universidade Federal da Bahia

Este artigo apresenta o perfil de alguns africanos que pertenceram à irmandade do Bom Jesus das Necessidades e Redenção, ereta na capela do Corpo Santo de Salvador, entre o último quartel do século XVIII e o início do XIX. A partir de uma série de esboços biográficos, o texto indaga quais laços étnicos, de parentesco, afetivos, profissionais e comerciais esses africanos mantinham entre si, e o que essa sociabilidade nos diz a respeito do papel da irmandade como instituição.

Próximo lançamento

As mil faces do racismo

Ronaldo Vainfas - Universidade Federal Fluminense

BETHENCOURT, Francisco. Racisms: from the Crusades to the Twentieth Century. Princeton: Princeton and Oxford University Press, 2013. 443 p.

Em breve

Maquiavelismos e governos na América portuguesa. Dois estudos de ideias e práticas políticas

Rodrigo Bentes Monteiro - Universidade Federal Fluminense & Vinícius Dantas - Universidade Nova de Lisboa

O Brasil na hora de ler Maquiavel: notas sobre a primeira edição brasileira d’O príncipe

Sandra Bagno - Università degli Studi di Padova

Pombal e o Império Atlântico: impactos políticos da criação do Erário Régio

Miguel Dantas da Cruz - Universidade de Lisboa – Instituto de Ciências Sociais

Entre profecias e prognósticos: Januário da Cunha Barbosa, a escravidão e o futuro da nação (1830 – 36)

Danilo José Zioni Ferretti – Universidade Federal de São João Del-Rei - Minas Gerais

Casa aristocrática de lavradores. O topos do de re rustica nas epístolas em verso de Sá de Miranda

Ricardo Shibata – UNICENTRO – Universidade Estadual do Centroeste do Paraná - Paraná

A Irmandade do Santíssimo Sacramento de Santo Estêvão de Alfama e a Assistência à Pobreza (1806-1820)

Isabel Drumond Braga – Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa - Portugal

O envio das carmelitas à América portuguesa em 1580: a carta de Frei João Cavado como diretriz de atuação

André Cabral Honor - Universidade Federal de Minas Gerais

A população do Brasil, 1570-1700: uma revisão historiográfica

Angelo Carrara – Universidade Federal de Juiz de Fora - Minas Gerais

O trabalho do historiador: Pesquisar, resumir, comunicar­­­­­­­­

Giovanni Levi - Universidade Ca’Foscari de Veneza

A maior empresa que nunca um príncipe cristão teve nas mãos Conquistar e conservar territórios no Índico nos tempos de Maquiavel

Ângela Barreto Xavier - Universidade de Lisboa

Lançados

America Peruana e Oceanus Peruvianus: uma outra cartografia para o Novo Mundo
Andréa Doré - Universidade Federal do Paraná

ARTIGO

De 1550 até as primeiras décadas do século XVIII, as notícias sobre o império Inca e as riquezas minerais da porção ocidental da América do Sul influenciaram em vários aspectos a produção cartográfica sobre o continente. Este artigo analisa uma série de mapas produzidos a partir dos anos 1590, especialmente por alguns cartógrafos holandeses e portugueses, nos quais a centralidade do Peru se manifesta de formas diferentes, visando diversos objetivos. Entre essas formas, estão a nomeação do continente e do oceano Pacífico e o destaque dado à montanha de Potosi. Propõe-se, ainda, a inserção da expedição comandada pelo pirata inglês Bartholomew Sharp pela costa ocidental da América do Sul nos anos 1680 como um caso de circulação de mapas e de notícias das riquezas exploradas pelos espanhóis nesse período, bem como sua repercussão na cartografia.

Entre gregos e romanos: história e literatura no mundo clássico
Ana Teresa Marques Gonçalves - Universidade Federal de Goiás

ARTIGO

A escrita da história também foi pensada pelos autores antigos. A relação estabelecida entre história e literatura, discutida em muitos trabalhos contemporâneos, ganha novos prismas de análise quando se acrescentam as reflexões de autores clássicos, gregos e romanos, que produziram obras nas quais percebemos a preocupação com a arte do bem escrever. A persuasão, a beleza e a verossimilhança foram características que marcaram a produção em prosa e poesia na Antiguidade Clássica e continuam sendo importantes na discussão atual a respeito do saber histórico, como procuramos defender neste artigo.

A didática da história de J. G. Droysen: constituição e atualidade
Arthur Alfaix Assis - Universidade de Brasília

ARTIGO

A teoria da história desenvolvida por Johann Gustav Droysen (1808–1884) distingue-se, entre outros aspectos, pela sua consistente preocupação com temas didáticos. Além de investigar os princípios que regem o método de trabalho dos historiadores e de perscrutar os motivos que nos levam a considerar como “históricas” certas porções do passado, ela também fornece respostas à pergunta “por que escrever, estudar e aprender história?”. Em linhas gerais, Droysen propõe que a finalidade do estudo da história não deve ser nem a assimilação de exemplos práticos, nem a memorização de fatos particulares, mas o aprendizado do que designou “pensamento histórico”. Com esse argumento, Droysen contribuiu, penso eu, para uma redefinição importante da função didática da historiografia. O presente texto caracteriza e contextualiza tal redefinição, discutindo também seus potenciais e limites.

Radicalização e confronto: a apropriação militante da forma corporativa – as greves em Minas Gerais no pós-1930
Carla Anastasia - Universidade Estadual de Montes Claros

ARTIGO

Neste artigo, trataremos, especificamente, dos movimentos grevistas enquanto manifestações da apropriação militante da forma política corporativa, ou seja, manifestações da radicalização e do confronto do discurso e da ação das entidades atreladas na sua luta por maior eficácia política. Não podemos, nesta análise, desprezar a conjuntura especial em que se dão as manifestações dessa apropriação. O que nos interessa mais diretamente são a intensa movimentação da sociedade civil em 1934 e 1935 e a maior agressividade do Partido Comunista. Abordaremos dois tipos específicos de greves: aquelas que contaram com o apoio dos sindicatos oficiais e a que se fez à revelia do Sindicato – a dos Ferroviários da Estrada Oeste de Minas. O terceiro tipo, que tem o apoio do Sindicato, mas não tem a adesão das bases – a Greve dos Bancários – não será analisada por limitações do tamanho do artigo.

Dom Antonio de Noronha e o Plano Secreto para o Cuieté
Laura de Mello e Souza - Universidade de São Paulo

DOCUMENTO

Depositado na Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional, o Livro Segundo das Cartas que o Ilmo. e Exmo. Sr. D. Antonio de Noronha Capitão General da Capitania de Minas Gerais escreveu durante o seu governo que teve princípio em 28 de maio de 1776 constitui um notável conjunto de documentos acerca não só do governo das Minas Gerais, mas também de importantes autoridades administrativas do período. Nesse códice, estão contidos o Plano secreto para a nova conquista do Cuieté e as cartas para o Marquês de Angeja e para o ministro Martinho de Mello e Castro, que ora se publicam. Escritos pelo próprio governador D. Antônio de Noronha, os documentos trazem instruções e medidas a serem tomadas em relação à região do Cuieté, no sertão mineiro, e refletem sobre temas decisivos no contexto da colonização da América portuguesa, tais como o exercício do poder por parte das autoridades metropolitanas, a especificidade da população colonial, o povoamento de áreas fronteiriças e a expansão da administração e da burocracia.

Metáforas da “nação”
Flavio Gomes - Universidade Federal do Rio de Janeiro
Petronio Domingues - Universidade Federal de Sergipe

RESENHA

Como os ativistas e intelectuais negros de São Paulo, do Rio de Janeiro e da Bahia se mobilizaram em movimentos de afirmação racial e cultural ao longo do século XX? De que forma agenciaram questões como identidade racial, autodeterminação, projetos de “nação” e cidadania? Como se relacionaram e negociaram com as ideologias dominantes que emergiram no Brasil nesse período? Ou, sendo mais preciso, como eles lidaram com a “democracia racial” — o termo mais comumente utilizado para se referir às ideias brasileiras de harmonia racial? Perguntas nada fáceis de serem respondidas. Entretanto, é em torno delas e de outras questões correlatas o tema do livro Terms of inclusion: black intellectuals in twentieth-century Brazil, de Paulina L. Alberto.

De fio a pavio: a história da Inquisição Portuguesa revisitada
Georgina Silva dos Santos - Universidade Federal Fluminense

RESENHA

Nos dias que correm, poucos temas da história moderna unem tão bem o interesse dos leitores acadêmicos ao gosto do grande público como a Inquisição. Em parte porque alguns comportamentos condenados pelo tribunal no passado ainda continuam sendo alvo de preconceitos e hostilidades — apesar de não serem mais punidos pela justiça comum —, em parte porque a historiografia dedicada ao assunto produziu obras singulares, inovadoras. Algumas responsáveis por uma verdadeira renovação metodológica, outras por demonstrarem o arcaísmo de certas práticas e discursos…