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VOLUME 20, 2014

ISSN 1980-542X
DOI: 10.5533/TEM-1980-542X-20131734

Entre gregos e romanos: história e literatura no mundo clássicoArtigo

Ana Teresa Marques Gonçalves - Universidade Federal de Goiás

A escrita da história também foi pensada pelos autores antigos. A relação estabelecida entre história e literatura, discutida em muitos trabalhos contemporâneos, ganha novos prismas de análise quando se acrescentam as reflexões de autores clássicos, gregos e romanos, que produziram obras nas quais percebemos a preocupação com a arte do bem escrever. A persuasão, a beleza e a verossimilhança foram características que marcaram a produção em prosa e poesia na Antiguidade Clássica e continuam sendo importantes na discussão atual a respeito do saber histórico, como procuramos defender neste artigo.

Próximo lançamento

A didática da história de J. G. Droysen: constituição e atualidade

Arthur Alfaix Assis - Universidade de Brasília

A teoria da história desenvolvida por Johann Gustav Droysen (1808–1884) distingue-se, entre outros aspectos, pela sua consistente preocupação com temas didáticos. Além de investigar os princípios que regem o método de trabalho dos historiadores e de perscrutar os motivos que nos levam a considerar como “históricas” certas porções do passado, ela também fornece respostas à pergunta “por que escrever, estudar e aprender história?”. Em linhas gerais, Droysen propõe que a finalidade do estudo da história não deve ser nem a assimilação de exemplos práticos, nem a memorização de fatos particulares, mas o aprendizado do que designou “pensamento histórico”. Com esse argumento, Droysen contribuiu, penso eu, para uma redefinição importante da função didática da historiografia. O presente texto caracteriza e contextualiza tal redefinição, discutindo também seus potenciais e limites.

Em breve

O trabalho do historiador: Pesquisar, resumir, comunicar­­­­­­­­

Giovanni Levi - Universidade Ca’Foscari de Veneza

Dom Antonio de Noronha e o Plano Secreto para o Cuieté

Laura de Mello e Souza - Universidade de São Paulo

Radicalização e confronto: a apropriação militante da forma corporativa – as greves em Minas Gerais no pós-1930

Carla Anastasia - Universidade Estadual de Montes Claros

A maior empresa que nunca um príncipe cristão teve nas mãos Conquistar e conservar territórios no Índico nos tempos de Maquiavel

Ângela Barreto Xavier - Universidade de Lisboa

Milicianos, barbeiros e traficantes numa irmandade católica de africanos minas e jejes (Bahia, 1770-1830)

Luis Nicolau Pares - Universidade Federal da Bahia

America Peruana e Oceanus Peruvianus: uma outra cartografia para o Novo Mundo

Andrea Dore - Universidade Federal do Paraná

Lançados

Metáforas da “nação”
Flavio Gomes - Universidade Federal do Rio de Janeiro
Petronio Domingues - Universidade Federal de Sergipe

RESENHA

Como os ativistas e intelectuais negros de São Paulo, do Rio de Janeiro e da Bahia se mobilizaram em movimentos de afirmação racial e cultural ao longo do século XX? De que forma agenciaram questões como identidade racial, autodeterminação, projetos de “nação” e cidadania? Como se relacionaram e negociaram com as ideologias dominantes que emergiram no Brasil nesse período? Ou, sendo mais preciso, como eles lidaram com a “democracia racial” — o termo mais comumente utilizado para se referir às ideias brasileiras de harmonia racial? Perguntas nada fáceis de serem respondidas. Entretanto, é em torno delas e de outras questões correlatas o tema do livro Terms of inclusion: black intellectuals in twentieth-century Brazil, de Paulina L. Alberto.

De fio a pavio: a história da Inquisição Portuguesa revisitada
Georgina Silva dos Santos - Universidade Federal Fluminense

RESENHA

Nos dias que correm, poucos temas da história moderna unem tão bem o interesse dos leitores acadêmicos ao gosto do grande público como a Inquisição. Em parte porque alguns comportamentos condenados pelo tribunal no passado ainda continuam sendo alvo de preconceitos e hostilidades — apesar de não serem mais punidos pela justiça comum —, em parte porque a historiografia dedicada ao assunto produziu obras singulares, inovadoras. Algumas responsáveis por uma verdadeira renovação metodológica, outras por demonstrarem o arcaísmo de certas práticas e discursos…