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VOL. 21, NÚMERO 38, 2015

ISSN 1980-542X
DOI: 10.5533/TEM-1980-542X-20131734

Normas de publicação

atualizadas

Imagem e espaço em pinturas de vaso e escultura arquitetônica: sobre a (ir)relevância do suporteDossiê

Nikolaus Dietrich

Este artigo explora a relevância do suporte no estudo da arte da Grécia Antiga, através de uma análise paralela da relação entre imagem e espaço na pintura de vasos áticos e escultura arquitetônica. Enquanto produções acadêmicas recentes e inovadoras sobre arte grega tentam focar na incomensurabilidade de diferentes suportes da representação pictórica, este artigo mostra analogias essenciais. As imagens encontradas em ambos os meios pictóricos provam abranger uma definição mais ampla que a de corpo físico. Em vez disso, nenhum limite claro pode ser definido entre o corpo físico e suas “extensões” – armadura, vestimenta, características, em alguns casos até elementos do contexto espacial da imagem como, por exemplo, “paisagem”. Enquanto esse espaço (presumido) que a cerca pode ser parte intrínseca da imagem, a ideia do espaço pictórico dissociado da estrutura material está ausente, tanto na pintura do vaso quanto na escultura arquitetônica. Em vez disso, o espaço das figuras é idêntico à sua estrutura material, seja na área de pintura do vaso ou no frontispício de um templo.

Publicados - volume 21, número 38, 2015

Dossiê Imagética de vasos gregos

Offrir une fleur, offrir sa philia
Nikolina Kei

DOSSIÊ

Il existe dans la céramique attique du VIe et du Ve siècle av. J.-C., un certain nombre d’images où le geste d’offrir une fleur à l’autre se présente comme un moyen de le saluer tout en lui exprimant son estime, sa reconnaissance et son affection. Objet de plaisir à la fois visuel, olfactif et tactile, la fleur est un don qui ravit, capable de nouer ou de renforcer des rapports d’amitié. Ainsi, à l’intérieur des scènes de départ, de rencontre, de retrouvailles et même de réconciliation, la présence discrète de la fleur véhicule-t-elle les notions grecques de philia (amitié) et de charis dans toutes ses déclinaisons: charme, générosité, plaisir.

A propos d’une amphore du Peintre d’Amasis conservée au Cabinet des Médailles de la Bibliothèque Nationale de France à Paris : trois grandes divinités de l’Athènes archaïque.
Marie-Christine Villanueva Puig

DOSSIÊ

Le programme iconographique d’une amphore attique à figures noires, datée vers 540, signée du potier Amasis et attribuée au Peintre d’Amasis (Cabinet des Médailles de la Bibliothèque Nationale de France à Paris), est réexaminé. A partir de celui-ci, on se propose d’évaluer l’importance documentaire des images portées par les vases dans l’approche de l’histoire socio-religieuse de l’Athènes archaïque.

Nommer les Choses: sur quelques inscriptions peintes dans la céramique attique archaïque
François Lissarrague

DOSSIÊ

Cet article étudie la façon dont les peintres de vases ont parfois associé aux objets représentés des inscriptions qui les nomment. Il ne s’agit pas, ce faisant, d’expliquer l’image mais d’attirer le regard sur des éléments de la représentation qui ont une importance narrative ou symbolique forte.

Figure and Space in Vase Painting and in Architectural Sculpture: On the (Ir-)Relevance of the Medium
Nikolaus Dietrich

DOSSIÊ

The present article explores the relevance of medium in the study of Ancient Greek art by a parallel analysis of the relationship of figure and space in Attic vase painting and architectural sculpture. While innovative recent scholarship on Greek art tends to emphasize the incommensurability of different media of pictorial representation, this article shows essential analogies. The figures found in both pictorial media prove to comprise more than the physical body definition. Instead, no clear border can be drawn between the physical body and its “extensions”–armor, clothing, attributes, in some cases even elements of the figure’s spatial context as e.g., “landscape.” While such (presumed) surrounding space can be an intrinsic part of the figure, the idea of a pictorial space dissociated from the material frame is absent from both vase painting and architectural sculpture. Instead, the figures’ space is identical with their material frame, be it the picture field on a vase, or the pediment of a temple. This common trait among the two pictorial media is finally interpreted as an anthropological predisposition regarding what made for an image in Ancient Greece, pointing to the image’s power of presentification, as opposed to the modern concept of pictorial illusion. In doing so, this article advocates for further adoption of cross-media perspectives on Ancient Greek art–not as an alternative, but as an intellectually productive supplement to the newly increased awareness for differences of pictorial media.

Apresentação
Alexandre Carneiro Cerqueira Lima

DOSSIÊ

Imagética de Vasos Gregos consiste em um dossiê da Revista Tempo composto por cinco artigos de pesquisadores interessados em decodificar os signos criados nos ateliês de artesãos domiciliados nas póleis. As cenas pintadas no suporte cerâmico despertam o interesse de pesquisadores de várias disciplinas por conta da variedade de temáticas e de práticas sociais representadas. Tais artefatos são, para nós historiadores, um testemunho do imaginário helênico. Como observou Jean-Pierre Vernant, no prefácio da obra La Cité des Images, a imagética é uma construção. Trata-se de uma obra da cultura e a criação de uma linguagem própria expressada na teckné do artífice (Vernant, 1984, p. 5).

Oferecer uma flor, oferecer sua philia
Nikolina Kei

DOSSIÊ

Existe, na cerâmica ática dos séculos VI e V a. C., certo número de imagens nas quais o gesto de oferecer uma flor a alguém se apresenta como uma maneira de saudá-lo, além de expressar sua estima, seu reconhecimento e seu afeto. Objeto de prazer tanto visual, como olfativo e tátil, a flor é um dom que seduz, capaz de atar ou de reforçar os laços de amizade. Assim, em cenas de partida, de encontro, de reencontros e até de reconciliação, a presença discreta da flor remete às noções gregas de philia (amizade) e de charis (amor) em todas as suas declinações: charme, generosidade, prazer.

A respeito de uma ânfora do Pintor de Amásis conservada no Cabinet des Médailles da Biblioteca Nacional da França, em Paris: três grandes divindades da Atenas arcaica
Marie-Christine Villanueva Puig

DOSSIÊ

O programa iconográfico de uma ânfora ática de figuras negras, datada de cerca de 540 a. C., assinada pelo oleiro Amasis e atribuído ao Pintor de Amasis (Cabinet des Médailles da Biblioteca Nacional da França, em Paris) é reexaminado. A partir disso, propõe-se avaliar a importância documental das imagens veiculadas pelos vasos numa abordagem de história sócio-religiosa da Atenas arcaica.

Nomear as coisas: sobre algumas inscrições pintadas na cerâmica ática arcaica
François Lissarrague

DOSSIÊ

Este artigo estuda a maneira pela qual os pintores de vasos às vezes associaram aos objetos representados inscrições que os nomeiam. Não se trata de explicar a imagem, mas de atrair o olhar sobre os elementos da representação, que têm uma importância narrativa ou simbólica forte.

O “espaço do fabuloso” e a representação de animais na cerâmica coríntia no século VII a.C.
Alexandre Carneiro Cerqueira Lima

DOSSIÊ

A representação de animais na cerâmica coríntia durante o VII século a.C. consiste em uma temática bastante apreciada entre arqueólogos e historiadores da Arte ao longo do século XX. Segundo esses especialistas, o ‘estilo orientalizante’ era concebido como uma ‘importação’ de signos próximo-orientais por parte dos artesãos gregos. Porém, uma nova visão acerca do ‘fenômeno orientalizante’ tem buscado compreender as tensões, as disputas e os conflitos no seio das elites nas póleis por meio da análise dos artefatos ‘orientais’. Nosso intuito consiste em apresentar um novo olhar sobre as representações de animais e de ‘seres fabulosos’ na cerâmica coríntia durante o VII século a.C.

Artigos

Entre cartas e livros: a livraria real e a escrita do bibliotecário Luís Joaquim dos Santos Marrocos no período joanino (1808-1821)
Adriana Angelita da Conceição e Juliana Gesuelli Meirelles

ARTIGO

Entre livros e cartas, a história do império luso-brasileiro passou por profundas mudanças no início d’Oitocentos. O Rio de Janeiro tornou-se a sede da monarquia com a chegada da corte em 1808. O bibliotecário Luís Joaquim dos Santos Marrocos viu sua vida transformar-se ao acompanhar a segunda leva de livros da Real Biblioteca d’Ajuda para a América. Ele atuou na estruturação da Real Biblioteca do Rio de Janeiro, pensada como um locus de saber. Nesse contexto, estudaremos a correspondência ativa de Marrocos escrita entre 1811 e 1821 pelas seguintes perspectivas: a historicidade da Real Biblioteca; a relação de Marrocos com a escrita ; as sociabilidades individuais e coletivas desse momento; as relações políticas nas quais estava inserido e a interlocução com seu pai, Francisco José dos Santos Marrocos; a conservação deste acervo epistolar. Nossa proposta é analisar tais cartas como tema e objeto de pesquisa para refletirmos sobre a escrita das relações políticas e culturais do império luso-brasileiro. Palavras-chave: Biblioteca Real; Período Joanino; correspondência de Luís Joaquim Santos Marrocos.

“Oh! Gegê! vem nos salvar”: propaganda política popular (1945-1950)
Jefferson Queler

ARTIGO

Neste artigo, procuro explorar um significado distinto para propaganda política. Esta é normalmente vislumbrada em mensagens produzidas por governos e difundidas por meios de comunicação de massa. Entretanto, pretendo mostrar que Getúlio Vargas contou com o apoio de muitos trabalhadores que o promoveram por conta própria desde o Estado Novo até sua ascensão à Presidência em 1950. Expressando seus interesses políticos, muitos deles escreveram e ecoaram versos, músicas e panfletos defendendo sua personalidade e suas propostas. Tais atividades propagandísticas parecem ter contribuído para criar uma espécie de esfera pública no Brasil naquele momento.

Santos e sacramentos no cotidiano dos trabalhadores de Macapá (1948-1964)
Sidney Lobato

ARTIGO

Entre 1948 e 1964, a Igreja Católica ampliou rapidamente sua envergadura institucional no Território Federal do Amapá. Neste território, ocorreu a chegada de missionários italianos e a consequente formação de diversas paróquias. Os párocos procuraram então depurar as práticas religiosas dos leigos, seguindo os rígidos princípios da ortodoxia eclesiástica. Neste artigo, procuramos enfocar o esforço destes leigos para defender uma religiosidade na qual o culto aos santos ocupava um lugar central, em detrimento da importância que os padres atribuíam aos sacramentos. Procuramos também demonstrar que, diante deste esforço, muitas vezes os clérigos recuaram.

“Cidadãos teóricos de uma nação imprecisa”: a ação política de estrangeiros no reinado de D. Miguel, 1828-1834
Andréa Lisly Gonçalves

ARTIGO

O reinado de D. Miguel (1828-1834) colocou fim à primeira experiência liberal portuguesa e foi marcado por intensa repressão política aos seus opositores. Contra o rei absoluto formou-se uma verdadeira “internacional antimiguelista”, que incluía militantes do Brasil, da América Hispânica, da Espanha, da Itália, entre outros países. Tendo como fonte principal os processos políticos do Reinado de D. Miguel, depositados no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa, este artigo pretende esclarecer o trânsito de pessoas e de ideias, ressaltando os contrastes existentes entre os contextos americano e europeu.

Imagens da simultaneidade e os impasses da narrativa – O caso da Synopsis historiae universalis (1766) de Johann Christoph Gatterer
André de Melo Araújo

ARTIGO

No contexto acadêmico em que o pensamento histórico moderno se cientificiza, Johann Christoph Gatterer (1727-1799) publica um conjunto de seis tábuas históricas reunidas sob o título Synopsis historiae universalis (1766). Por meio delas, o autor procura apresentar uma visão geral da simultaneidade dos acontecimentos históricos e, assim, solucionar os impasses de representação narrativa da história universal. Ao analisar os seis fólios publicados por Gatterer, este artigo identifica nas tábuas de 1766 tanto a retomada de um gênero historiográfico já bastante difundido na época das Luzes, quanto sua reconfiguração feita em nome de uma nova semântica visual científica. Desse modo, leituras fundamentalmente logocêntricas do pensamento histórico moderno encontram limites ante a tese segundo a qual a informação visual deve ser considerada como um elemento importante no processo de cientifização da história na segunda metade do século XVIII.

A corrupção na Época Moderna — conceitos e desafios metodológicos
Adriana Romeiro

ARTIGO

Este artigo aborda o conceito da corrupção nas sociedades da Época Moderna,indagando sobre a sua pertinência naquele contexto histórico. A partir de uma investigação sobre os significados da palavra corrupção nos textos coevos,propõe-se a refletir sobre as noções que estruturavam o imaginário do mau governo. Considerada um vício,a ambição desmedida dos governantes era objeto de condenação nos textos políticos e morais da época,sendo apontada como uma das causas da corrupção do corpo da República.

Final feliz para um filme natural: Trem da Serra, poema da integração brasileira
Luciana Murari

ARTIGO

Este artigo aborda o livro de poemas modernistas Trem da Serra, publicado por Ernani Fornari em 1928. Seu tema é uma viagem de trem de Porto Alegre a Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, expondo o efeito da imigração na região, e defendendo a miscigenação como forma de incorporação das influências estrangeiras à cultura nacional. São citados textos de autores como Graça Aranha, Monteiro Lobato, João Pinto da Silva e Plínio Salgado para demonstrar a importância do tema no debate sobre a cultura brasileira e a assimilação das influências estrangeiras nos últimos anos da década de 1920.

A monarquia papal (1000-1300): a fundação de um conceito
Leandro Duarte Rust

ARTIGO

A vinculação do papado à história medieval sofreu profunda alteração após 1850. Até então habituais, as referências intelectuais sobre as características medievais do poder temporal dos papas tornaram-se genéricas e insuficientes. Um novo modelo interpretativo ganhou contornos, sobrepujando as explicações existentes. Ancorado na aplicação do método de crítica documental e reivindicando credenciais científicas, esse modelo fixou os séculos seguintes ao ano 1000 como período da institucionalização da Igreja romana, isto é, de sua transformação em uma monarquia papal. Com esse trabalho, buscamos esclarecer como se deu essa fundação historiográfica, analisando a importância do trabalho do erudito francês Paul Fabre e a publicação da edição moderna do Liber Censuum. Toda argumentação é orientada por uma hipótese: esse deslocamento epistemológico naturalizou certas categorias políticas oitocentistas na escrita da história medieval.

Cidadãos e cidadãs na cidade grega clássica. Onde atua o gênero?
Violaine Sebillotte Cuchet

ARTIGO

O gênero, enquanto categoria analítica, combinado aos trabalhos pioneiros dos anos 1980 sobre o caráter misto da maioria das práticas cívicas e do léxico da cidadania, convidam-nos a traçar um quadro da cidadania grega clássica (nomeadamente ateniense) bastante afastado da definição dada por Aristóteles no livro III das Politika (1275b17-20). O presente artigo busca distinguir, por um lado, o que diz respeito ao regime democrático, propriamente dito – e, de forma mais geral, à abordagem que visa descrever regimes políticos (na Grécia antiga ou alhures) –, do que diz respeito, por outro lado, às práticas cívicas dos politai – práticas “políticas”, em termos gregos –, nas quais, embora diferenciados em suas funções, mulheres e homens são solidários.

Citoyens et citoyennes dans la cité grecque classique. Où joue le genre ?
Violaine Sebillotte Cuchet

ARTIGO

L’outil du genre, combiné aux travaux pionniers des années 1980 sur le caractère mixte de la plupart des pratiques civiques et du lexique de la citoyenneté, invitent à dresser un tableau de la citoyenneté grecque classique (surtout athénienne) assez éloigné de la définition donnée par Aristote dans le livre III des Politika (1275b17-20). Le présent article entend distinguer entre d’une part ce qui relève du régime démocratique proprement dit et, plus généralement, du point de vue visant à décrire des régimes politiques (en Grèce ancienne ou ailleurs) et d’autre part ce qui relève des pratiques civiques – pratiques “politiques” en termes grecs – des politai où, quoique distingués dans leur fonction, femmes et hommes sont solidaires.

Resenhas

A nobreza em movimento
Júnia Ferreira Furtado

RESENHA

Em 1982, Desclassificados do Ouro, de Laura de Mello e Souza, renovou os estudos sobre a colônia ao trazer, para a cena histórica, “a pobreza mineira no século XVIII”, com seus marginalizados sociais, que surgiam na esteira do processo de centralização do estado moderno (Souza, 1982). Se a década de 1980 se caracterizou, no Brasil, pelo alargamento do campo histórico de análise, para incluir esses grupos “de baixo”, as camadas populares, o século XXI, na vertente oposta, assistiu ao renascimento do interesse pelo estudo das elites, nesse caso centrando-se no estudo da nobreza que emerge no contexto do período colonial. Esse movimento nasceu conjuntamente com um diálogo mais estreito que os historiadores brasileiros passaram a encetar com a historiografia portuguesa, destacando-se, nesta última, os estudos de António Manuel Hespanha (1997;2007), Nuno Gonçalo Monteiro (1993;2003), Mafalda Soares da Cunha (1990;2000), Diogo Ramada Curto (1988), Fernanda Olival (2001) e Pedro Cardim (1998), entre outros, que, então,se debruçavam sobre as elites, a aristocracia e a nobreza portuguesas,em um contexto de Antigo Regime.

Entre a memória e a História: o Cebrap e os 50 anos do Golpe Civil-Militar
Karla Carloni

RESENHA

Em 2014, como é sabido, o Golpe Civil-Militar completou 50 anos e um número grande de eventos debateu os 21 anos em que o Brasil viveu sob a tutela militar. Diferentes áreas do conhecimento produziram significativas reflexões. Na esteira de rememorações, o Centro Brasileiro de Análise de Planejamento (Cebrap) promoveu, em março do mesmo ano, o seminário “1964: do golpe à democracia”. O encontro deu origem à publicação de livro de igual nome, lançado em 2015 e organizado por Ângela Alonso e Miriam Dolhnikoff. Reunindo doze artigos e oito depoimentos, o volumoso livro promove de maneira original o diálogo entre trabalhos clássicos e recentes desenvolvidos por integrantes do Centro e especialistas de outras instituições, além da memória de destacados personagens que passaram pelo Cebrap. Dois grandes blocos compõem o volume, o primeiro trata múltiplos aspectos da crise política de 1964 e do Regime Militar e o segundo aborda por diferentes ângulos o processo de redemocratização.

A Grande Guerra e a América Latina
Norberto Ferreras

RESENHA

A relação entre América Latina e Europa já foi estudada muitas vezes,algumas a partir do ponto de vista da influência e outras,da rejeição. Não são poucos os autores que podem ser arrolados entre os especialistas do tema em ambas as perspectivas. O mesmo poderíamos dizer da Grande Guerra (1914-1918),principalmente numa data tão marcante quanto o centenário. Sem ir muito longe, no Brasil vários seminários foram realizados e deles resultaram (ou virão a resultar) livros e artigos. As datas comemorativas sempre geram ondas expansivas de bibliografia relacionada ao tema em questão e essas ondas criam uma massa de títulos que em alguns casos será rapidamente esquecida junto com as efemérides. Esse não é o caso do livro aqui resenhado.