Criado em 1971 com o curso de mestrado, em 1985 o Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal Fluminense passou a ofertar também o doutorado. Distinguiu-se então como um curso de excelência na pós-graduação em História no país, projetando-se pela revisão de paradigmas interpretativos – mediante debate historiográfico e reflexão teórica – e, sobretudo, pela valorização da pesquisa com fontes primárias e suas respectivas metodologias, valendo-se da proximidade dos fundos documentais existentes no Rio de Janeiro, como a Biblioteca Nacional e o Arquivo Nacional.

Seguindo a lógica da reforma curricular da graduação em História na UFF feita em 1992, em 2003 o ingresso de mestrandos e doutorandos no programa passou a condicionar-se à inscrição em uma das cinco bancas de seleção existentes, organizadas segundo eixos cronológicos e temáticos. A banca de História Moderna compreende projetos relacionados aos séculos XVI, XVII e XVIII (estendendo-se por vezes ao início do XIX ou ao século XV), em vários continentes. Formamos assim um corpo especializado de docentes e de pós-graduandos, que dialoga em torno das histórias do Brasil, de Portugal e de outras regiões européias, além da América espanhola, da África, e da Índia portuguesa – para citar apenas espaços de maior incidência das investigações.

Seguindo a lógica da reforma curricular da graduação em História na UFF feita em 1992, em 2003 o ingresso de mestrandos e doutorandos no programa passou a condicionar-se à inscrição em uma das cinco bancas de seleção existentes, organizadas segundo eixos cronológicos e temáticos. A banca de História Moderna compreende projetos relacionados aos séculos XVI, XVII e XVIII (estendendo-se por vezes ao início do XIX ou ao século XV), em vários continentes. Formamos assim um corpo especializado de docentes e de pós-graduandos, que dialoga em torno das histórias do Brasil, de Portugal e de outras regiões européias, além da América espanhola, da África, e da Índia portuguesa – para citar apenas espaços de maior incidência das investigações.

Nesse contexto de valorização da pesquisa documental, e de entendimento da História Moderna em perspectiva diversa das áreas de “História do Brasil” “História da América” e “História Moderna e Contemporânea”, a Companhia das Índias foi criada em 1998. Como núcleo que reúne pesquisadores do PPGH-UFF e de outras instituições de ensino superior do Brasil e de Portugal, suas investigações centram-se no mundo ibérico e colonial na Época Moderna. Liderada como grupo de pesquisa no CNPq por Ronaldo Vainfas e Guilherme Pereira das Neves, conta entre seus pesquisadores principais com Luciano Raposo de Almeida Figueiredo, Sheila de Castro Faria, Georgina Silva dos Santos, Márcia Maria Menendes Motta, Luiz Carlos Soares, Rodrigo Bentes Monteiro, Marcelo da Rocha Wanderley, Elisa Frühauf Garcia, Ronald Raminelli, Silvia Patuzzi, Renato Franco e Maria Fernanda Bicalho, da UFF, e Célia Cristina da Silva Tavares e Daniela Buono Calainho, da Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FFP-UERJ).

O crescimento do grupo estimulou sua organização sob as coordenações executivas de Georgina Santos (2003-2006), Rodrigo Bentes Monteiro (2006-2009 e 2012), Célia Tavares (2009-2011), Marcelo da Rocha Wanderley (2012-2014), Elisa Garcia (2013-2014) e Ronald Raminelli a partir de então. Desde 2003 participamos nos concursos Pronex, promovidos pela Faperj em parceria com o CNPq. Coordenados por Ronaldo Vainfas, os três projetos Pronex já obtidos pelo grupo potencializam as possibilidades de pesquisa e a realização de eventos nacionais e internacionais. Em 2003 conseguimos a aprovação do projeto “O quanto em Portugal é o mundo”: experiências individuais e redes de sociabilidade nas malhas do império português (c.1500–c.1800). Em 2006 fomos bem sucedidos com o projeto Raízes do privilégio: limpeza de sangue, hierarquias e mobilidade social no império português (séculos XVI-XIX). E em 2010 aprovamos o projeto Linguagens da intolerância: religião, raça e política no mundo ibérico do Antigo Regime.

O crescimento do grupo estimulou sua organização sob as coordenações executivas de Georgina Santos (2003-2006), Rodrigo Bentes Monteiro (2006-2009 e 2012), Célia Tavares (2009-2011), Marcelo da Rocha Wanderley (2012-2014), Elisa Garcia (2013-2014) e Ronald Raminelli a partir de então. Desde 2003 participamos nos concursos Pronex, promovidos pela Faperj em parceria com o CNPq. Coordenados por Ronaldo Vainfas, os três projetos Pronex já obtidos pelo grupo potencializam as possibilidades de pesquisa e a realização de eventos nacionais e internacionais. Em 2003 conseguimos a aprovação do projeto “O quanto em Portugal é o mundo”: experiências individuais e redes de sociabilidade nas malhas do império português (c.1500–c.1800). Em 2006 fomos bem sucedidos com o projeto Raízes do privilégio: limpeza de sangue, hierarquias e mobilidade social no império português (séculos XVI-XIX). E em 2010 aprovamos o projeto Linguagens da intolerância: religião, raça e política no mundo ibérico do Antigo Regime.

Entre as realizações beneficiárias de três Pronex obtidos pelo grupo, destacam-se a promoção de simpósios temáticos nos encontros da Associação Nacional de História, cursos lato-sensu de História Moderna da UFF, muitos colóquios internacionais, seminários de pós-graduandos e seminários de graduandos em História Moderna. Desses eventos, resultaram variadas publicações. O núcleo também é responsável pela edição eletrônica da 7 Mares, revista de pós-graduandos em História Moderna da UFF.

Linhas de pesquisa

Identidades culturais e religiosas

Nesse eixo situa-se a pesquisa de Ronaldo Vainfas sobre “judeus novos” em Amsterdã e no Recife holandês; a de Georgina Santos sobre freiras cristãs-novas em Portugal; a de Daniela Calainho que trata dos mandingueiros de Lisboa; a de Célia Tavares sobre jesuítas e inquisidores; a de Ronald Raminelli sobre o estatuto de índios e negros; de Silvia Patuzzi sobre a historiografia jesuíta; e a de Renato Franco sobre a pobreza e a piedade na América portuguesa.

Monarquias, impérios e territórios

Linha que compreende os estudos de Rodrigo Bentes Monteiro sobre as realezas em Portugal e na França, e a representação do poder no Brasil; de Georgina Santos sobre a sacralidade da monarquia lusa; de Luciano Figueiredo sobre revoltas coloniais e européias nos séculos XVII e XVIII; de Marcelo Rocha sobre a Nova Espanha; de Ronaldo Vainfas sobre a restauração pernambucana; de Guilherme Neves sobre a linguagem política nas “inconfidências”; de Márcia Motta acerca da legislação sobre a terra no século XVIII; de Elisa Garcia sobre os tratados de limites e os interesses indígenas na América meridional; de Maria Fernanda Bicalho sobre a administração na monarquia portuguesa; de Ronald Raminelli sobre a nobilitação na América ibérica; e de Silvia Patuzzi sobre a dissimulação e o classicismo na Europa moderna.

Escravidão, movimentos sociais e rebeliões

Nesse âmbito inserem-se as pesquisas de Sheila de Castro Faria sobre famílias de escravas e forras; de Daniela Calainho sobre médicos e curandeiros no período colonial; de Luciano Figueiredo sobre a família e a sociedade nas Minas Gerais; de Célia Tavares sobre os jesuítas em Goa e no Brasil; de Ronaldo Vainfas sobre comerciantes “judeus novos”; de Georgina Santos sobre os oficiais mecânicos de Lisboa; de Marcelo Rocha sobre o contexto mexicano no século XVII; de Elisa Garcia sobre os índios no Rio Grande de São Pedro e de Renato Franco sobre a assistência religiosa.

Pensamento ilustrado e reformas políticas

Destacam-se nesse eixo os ilustrados ingleses estudados por Luiz Carlos Soares; o pensamento e a prática política de Rodrigo de Souza Coutinho e Azeredo Coutinho na interpretação de Guilherme Neves, e de Francisco de Souza Coutinho na análise de Márcia Motta; o pensamento médico contemplado por Daniela Calainho, além da coleção de Diogo Barbosa Machado estudada por Rodrigo Bentes Monteiro e da conjuntura do século XVIII português analisada por Maria Fernanda Bicalho..