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Artigos


Editorial

A história da humanidade foi constantemente marcada por esses três elementos. Buscando explorá-los em suas múltiplas possibilidades, a Revista apresenta artigos que contribuem para o seu conhecimento histórico no âmbito mais convencional, a partir das relações entre Estados, assim como produções acadêmicas que privilegiam as tensões sociais num sentido mais amplo, tais como conflitos étnicos e religiosos. Os temas presentes nesse Dossiê abrangem variados períodos históricos, desde o Brasil Colônia, passando pela Guerra do Vietnã, até chegarmos a Guerra Cibernética, expressão dos conflitos do “tempo presente”…


Mestre em História Social pela Universidade Federal Fluminense. Professor das redes públicas do Município e do Estado do Rio de Janeiro

Editorial

Parâmetros Curriculares Nacionais: Uma questão de gênero e diversidade sexual na Educação Contemporânea
*José Cunha Lima e **Isabela Almeida Cunha


Palavras-chave: Gênero, Diversidade Sexual, PCNs.

*José Cunha Lima e **Isabela Almeida Cunha
* Graduado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, Especialista em História Cultural pela Universidade Estadual da Paraíba; ** Graduada em História pela Universidade Estadual da Paraíba – UEPB

Aspectos econômicos da fronteira oeste do Brasil: uma revisão bibliográfica (séculos XVIII e XIX)
Adriano Knippelberg de Moraes & Luciene Aparecida Castravechi

O presente estudo tem por objetivo fazer um levantamento bibliográfico sobre de que forma os aspectos econômicos da fronteira oeste aparecem na historiografia mato-grossense durante o período colonial e imperial da história brasileira. Analisaremos como os autores Fernando Tadeu de Miranda Borges, Alcir Lenharo, Luiza Ricci Rios Volpato e Nelson Werneck Sodré discutem a economia da região. Nosso objetivo é fazer uma análise bibliográfica referente à economia mercantilista do século XVIII e a incursão de bandeiras e monções nos “sertões” brasileiro, com a intenção de consolidar o território conquistado. O recorte espacial dessa pesquisa contempla a Capitania de Mato Grosso, e como recorte temporal apresentaremos as relações comerciais da região até as últimas décadas do século XIX.


Palavras-chave: Economia, Fronteira Oeste, Capitania de Mato Grosso.

Adriano Knippelberg de Moraes & Luciene Aparecida Castravechi
Mestrando em História pela Universidade Federal de Mato Grosso/ UFMT, sob a orientação do Professor Doutor Vitale Joanoni Neto. Graduado em História pela mesma Instituição.
Doutoranda em História pela Universidade Federal de Mato Grosso/ UFMT, sob a orientação do Professor Doutor Vitale Joanoni Neto. Graduada e Mestre em História pela mesma Instituição. Graduada em Gestão de Turismo pela Universidade Norte do Paraná - UNOPAR/Londrina.

O fechamento da Panair do Brasil e a ascensão da VARIG
Alejandra Saladino

Este estudo, em fase preliminar, foi iniciado a partir das pesquisas para elaboração de minha dissertação de mestrado Lugares e práticas de reconstrução da memória da aviação brasileira: grupos, acervos e celebrações[1], do mestrado em Memória Social e Documento, que aborda a Aviação no Brasil, com o objetivo de caracterizar e analisar as ações direcionadas à reconstrução da memória da aviação no Brasil. A análise das narrativas e as impressões vivenciadas através da observação participante permitiram identificar como processos de reconstrução da memória da aviação a formação de grupos, lugares de memória e ações – como pesquisa, documentação e o ato de colecionar. Estas ações influenciam e colaboram na construção da história do setor e permitem a reconstrução de fragmentos da memória da aviação brasileira, a partir das narrativas colhidas segundo a metodologia da História Oral.


Alejandra Saladino
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Da Escola de Aviação do Fluminense Yacht Club ao Marimbás Air Force: construindo uma ponte entre o passado e o presente
Alejandra Saladino

A idéia para o projeto de dissertação Marimbás Air Force: um lugar de memória da aviação civil brasileira – uma abordagem da História Oral – mestrado em Memória Social e Documento da UNIRIO – surgiu de uma pesquisa anterior sobre o Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ) que, até 1943 chamava-se Fluminense Yacht Club. Deste clube é sócio o piloto amador G. que, no Clube dos Marimbás, ajudou a formar o Marimbás Air Force. Freqüentado por sócios do Clube dos Marimbás, em sua maioria, reúne semanalmente um grupo de ex-aeronautas e amantes da aviação, em geral. O MAF se apresenta claramente como um lugar de memória, um espaço construído pelos relatos dos indivíduos, pela vontade de memória, onde as lembranças são cristalizadas e transmitidas e onde são construídos e legitimados traços identitários.


Alejandra Saladino

Russificação Soviética e Pós-soviética: Autoridade Política e Etnicidade, 1917-1997
Alexander Martins Vianna

O termo russificação deve ser entendido aqui como o processo de formação do aparato institucional do Estado soviético depois da Revolução Russa de 1917. O processo de centralização administrativa com base na estrutura de partido único irremediavelmente fundiu a construção do socialismo soviético com a difusão do russo como língua predominante da administração, de acesso às escolas, às universidades e ao aparato do partido, assim como, referência de cultura (língua interétnica) e de mobilidade social para todas as outras nacionalidades que comporiam a URSS…


Alexander Martins Vianna

A Filosofia da Ciência em Popper, Kuhn e Morin: um estudo comparativo
Alexandre de Paiva Rio Camargo

Neste artigo, pretendemos estabelecer um estudo comparativo entre os filósofos da ciência Karl Popper, Thomas Kuhn e Edgar Morin. Ao analisar as principais linhas que definem o pensamento de cada um dos autores, podemos, então, caracterizar suas proximidades e descontinuidades quanto às suas concepções particulares acerca da natureza do conhecimento, da verdade e do progresso científicos. Nosso principal objetivo, portanto, é o de confrontar o racionalismo neopositivista de Popper, o estruturalismo científico de Kuhn e o assistemático “pensamento complexo” de Morin, ora apontando algumas de suas insuficiências, ora corroborando algumas de suas conclusões, baseando-nos em contribuições mais recentes à filosofia da ciência.


Alexandre de Paiva Rio Camargo

A Direita Cristã e o florescer econômico da Sunbelt nos Estados Unidos nos anos 1980
Alexandre Guilherme da Cruz Alves Junior

O presente trabalho tem por objetivo compreender a incorporação de valores econômicos neoliberais pelos fundamentalistas cristãos norte-americanos no começo dos anos 80. Após décadas de isolamento político, os fundamentalistas cristãos passam, a partir dos anos 70, a atuarem de forma cada vez mais agressiva no cenário político norte-americano, construindo uma retórica moralista, mas também buscando defender as visões econômicas defendidas pelas duas administrações de Ronald Reagan. A hipótese apresentada relaciona o crescimento do fundamentalismo norte-americano nos anos 70, tradicionalmente relacionado ao Bible Belt, à expansão econômica vivida nas regiões do país denominadas como SunBelt.


Palavras-chave: Estados Unidos, Fundamentalismo Cristão, SunBelt.

Alexandre Guilherme da Cruz Alves Junior
Mestre em História Social e doutorando em História Social pela Universidade Federal Fluminense.

O príncipe e os estados do reino Um estudo sobre a idéia de príncipe e sua infiltração social
Alexandre Pierezan

O presente artigo demonstra como as idéias inerentes ao Testament Politique do Cardeal de Richelieu criam funções específicas para cada ordem no interior do reino, proporcionando idéia ordenada do conjunto da sociedade francesa. Apresenta as máximas políticas de Richelieu e os códigos a que se conectavam. Explicita as estratégias políticas, o pragmatismo e sua relação com a idéia de ordem social. O príncipe e os estados do reino analisa a relação entre o sentimento de pertença ao mundo francês e as formas de pensar o príncipe como elemento de ligação.


Palavras-chave: Testament politique do Cardeal de Richelieu; Literatura Política; História das Idéias Políticas.

Alexandre Pierezan

Um Panorama dos Direitos Reprodutivos e Sexuais no Brasil
Aline Beatriz Pereira Silva Coutinho e Suzane Mayer Varela da Silva


Palavras-chave: Direitos Reprodutivos, Direitos Sexuais, Brasil.

Aline Beatriz Pereira Silva Coutinho e Suzane Mayer Varela da Silva
Mestrandas em História Social pela UNIRIO

Jacobinos: abordagem conceitual e performática
Amanda Muzzi Gomes

Neste artigo analisamos o significado conceitual conferido ao termo jacobino durante a vigência do jacobinismo no Brasil, entre 1893 e 1897, paralelamente a uma abordagem do próprio ativismo político dos jacobinos na capital federal. Metodologicamente, aglutinamos a análise conceitual ao enfoque performático. Permanências e modificações no emprego do vocábulo desde os anos finais do regime imperial até a primeira década do século XX também são consideradas. Com este breve estudo contextual-lingüístico tencionamos resgatar parte da riqueza de experiências políticas da primeira década republicana brasileira.


Palavras-chave: Jacobino, Política, Rio de Janeiro

Amanda Muzzi Gomes
Mestre e Doutoranda em História pela PUC-Riobispado do Maranhão no século XVIII”.

Visões da morte na história dos francos de Gregório de Tours
Ana Cristina Campos Rodrigues

Não temos como negar a importância apaziguadora, para o ser humano, dos rituais e símbolos que cercam a morte. Além de o distinguir dos demais animais, a ritualização e a apropriação do momento em que o corpo deixa de funcionar é um traço característico que ajuda a demarcar as sociedades e estabelecer suas diferenças. O homem da Alta Idade Média vivia em constante intimidade com a Dama Negra devido às precárias condições de sua existência, a sua concepção cristã do mundo. Preparava-se para ela, para uma morte domesticada que era um acontecimento público. Havia, no entanto, ocasiões terríveis em que a morte, sorrateira, negava o aviso prévio. Tratava-se da morte súbita, ou devida às doenças e aos desastres, que espalhava o pânico, menos por significar o fim da vida do que por impedir a ritualização tão necessária à bem sucedida passagem da vida terrena à vida eterna. A História dos Francos, de Gregório de Tours, está repleta de referências a mortes de reis, abades, bispos e demais
homens santos, além de referências a diversos acontecimentos desastrosos. Iremos usar passagens dessa História para podermos observar como era o morrer na Alta Idade Média e o seu impacto na sociedade.


Ana Cristina Campos Rodrigues

Juventude e Criminalidade: um estudo de caso da história da violência em Belo Horizonte
Ana Flávia Arruda Lana

Este artigo relata sobre o funcionamento do único centro masculino de Integração de Belo Horizonte, sob a direção direta do Governo do Estado de Minas Gerais: o Centro de Integração de Adolescentes de Belo Horizonte. Foi analisado a história da instituição e de seus sujeitos, as principais atividades realizadas com os adolescentes, a qualidade das infrações cometidas, o histórico dos adolescentes mais implicados com a criminalidade, o relacionamento entre os sujeitos históricos que integram a instituição, as principais dificuldades verificadas no cotidiano das atividades pedagógicas e disciplinares.


Palavras-chave: violência, juventude, criminalidade.

Ana Flávia Arruda Lana
Doutora em História pela UFMG

Percepções da natureza a partir da arte: a diversidade do olhar sobre o universo natural
ANA MARCELA FRANÇA


Palavras-chave: Natureza; Arte; História Ambiental

ANA MARCELA FRANÇA
Doutoranda em História Social, UFRJ.

O Santinho em cuecas: dissidência política de Henrique Galvão em “Carta Aberta a Salazar” (1959)
André Luiz dos Santos Vargas

Uma das mais importantes obras de Henrique Galvão foi “Carta Aberta a Salazar”, pela qual expôs seu pensamento político de dissidente e opositor do regime em Portugal. Em 1947 ainda era homem do governo e publicou o “Relatório de Huíla” no qual denunciara corrupções políticas e crimes contra os povos africanos das colônias portuguesas, mas foi com a Carta – escrita enquanto estava preso – que Galvão expôs seu pensamento de forma mais informal: com sarcasmo, ataques ao regime, ataques pessoais a Salazar, denúncias e muito ressentimento. A obra foi censurada pela PIDE e vários exemplares foram apreendidos em Portugal, mas os publicados na Venezuela e Brasil sobreviveram e hoje a carta-aberta é um importante documento para se compreender a oposição ao Estado Novo.


Palavras-chave: Henrique Galvão; salazarismo; escrita de si.

André Luiz dos Santos Vargas
Mestrando e bolsista CAPES pelo PPGH/UFG

O Estado e a Cidadania Feminina: Vozes das “Mulheres Mil”
André Pizetta Altoé


Palavras-chave: Relações de Gênero, Cidadania Feminina, Mulheres Mil.

André Pizetta Altoé
Doutorando em Sociologia Política pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF).

Entre Ficino e Dürer: uma possibilidade de diálogo entre o texto e a imagem
Andréia de Freitas Rodrigues

Partindo da observação da gravura Melencolia I, produzida em 1514 por Albrecht Dürer, o artigo procura mostrar indícios que apontem a relação daquela imagem com o texto do livro De vita tríplici, de Marsilio Ficino, escrito anos antes, evidenciando para além dos limites de uma análise formalista da obra, sua vinculação aos acontecimentos históricos circundantes, pensando em sua análise iconográfica como um instrumento de reconstrução do indivíduo, do ambiente, da história geral.


Palavras-chave: Imagem, escrita, melancolia

Andréia de Freitas Rodrigues
Mestre em História pelo Programa de Pós Graduação em História da Universidade Federal de Juiz de Fora. Conservadora/Restauradora - Arquivo Central/UFJF.

Excluídos pela impureza: convivência e conflitos sociais entre cristãos-novos e cristãos velhos no Nordeste açucareiro vistos a partir da documentação produzida pelas visitações do Santo Ofício da Inquisição – séculos XVI-XVII
Angelo Adriano Faria de Assis

O presente artigo procura analisar o convívio entre cristãos velhos e cristãos-novos ao longo do primeiro século da presença portuguesa na América e as transformações sofridas no contato entre estes grupos a partir da presença das visitações enviadas pelo Tribunal do Santo Ofício da Inquisição de Lisboa às capitanias açucareiras do Nordeste: entre 1591 e 1595 (Bahia, Pernambuco, Paraíba e Itamaracá), e 1618 e 1620 (Salvador e Recôncavo baiano). A exemplificar o processo de miscigenação e os conflitos entre os neoconversos e cristãos de sangue “puro”, a família Antunes, moradora em
Matoim, no Recôncavo baiano, das mais denunciadas durante a primeira visitação do Santo Ofício ao Brasil, tendo, ao menos, três gerações presas e processadas pela Inquisição por práticas de judaísmo.


Angelo Adriano Faria de Assis

Os Dois Corpos da História
Antonio Marcelo Jackson F. da Silva

O presente texto procura analisar a dificuldade do discurso historiográfico em abordar a idéia de “indivíduo” utilizando, para tanto, os argumentos de Hegel e Tocqueville.


Antonio Marcelo Jackson F. da Silva

Memórias e paisagens do oeste do Paraná (1892)
Antonio Marcos Myskiw

As memórias construídas sobre as paisagens e os espaços geográficos possuem grande influência na constituição de identidades nacionais ou regionais, no pensamento político de uma determinada época e no próprio processo de transformação dos espaços geográficos. A historiografia sobre o Oeste do Paraná, entre os anos 1889 e 1946, seja ela produzida por engenheiros, militares, exploradores ou viajantes, permite a geógrafos e historiadores realizarem uma leitura da paisagem da região. Neste texto, explorar-se-á as narrativas de José Muricy, militar que realizou uma viagem de Guarapuava à foz do rio Iguaçu, no ano de 1892.


Palavras-chave: Oeste do Paraná, historiografia, paisagem e memória.

Antonio Marcos Myskiw

Fidalguia Contratada: O itinerário social de José Gonçalves da Silva no Maranhão, 1777-1821
Ariadne Ketini Costa

Este estudo pretende discutir as estratégias de ascensão social na capitania do Maranhão através da trajetória do senhor terras e escravos, negociante, militar e político José Gonçalves da Silva, conhecido como o “Barateiro”. As relações mantidas entre as elites das províncias e os poderes do centro eram fomentadas pela economia do dom, ou da graça, que inspirava os agentes coloniais à prestação de serviços em troca de benefícios simbólicos (privilégios). Portanto, a concessão de postos na governança local, funcionava a partir de uma negociação tácita entre a preeminência jurídica da metrópole e as funções locais de poder provincial. José Gonçalves da Silva possuía uma multiplicidade de empreendimentos na cidade de São Luís, com os quais sustentou uma condição de nobreza, segundo os padrões do Antigo Regime. Sua avultada riqueza resultante da exportação dos seus produtos agrícolas e da venda de escravos mantinha este comerciante no centro das rotas comerciais ultramarinas. Neste sentido, o estudo de caso deste luso-maranhense nos ajuda a compreender a relação entre as estratégias de acumulação de riqueza e as fórmulas de ascensão social disponíveis no Império Português.


Palavras-chave: nobreza, comércio, Maranhão.

Ariadne Ketini Costa
Mestranda em História Social pela Universidade Federal Fluminense

“Dr. Fantástico”, Ironia e Guerra Fria
Arthur Rodrigues Carvalho

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Arthur Rodrigues Carvalho

Racionalização e Controle da Natureza: O Crescimento do Poder Infraestrutural e a Geração do Conhecimento Cartográfico Sobre o Território no Segundo Reinado
Bruno Capilé

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Palavras-chave: história da cartografia, poder infraestrutural, segundo reinado

Bruno Capilé
Doutorando no Programa de Pós-Graduação em História Social (PPGHIS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Unção Régia Asturiana: uma resposta às demandas políticas e sociais
Bruno de Melo Oliveira

A intenção deste artigo é analisar a relação entre o poder sagrado e o poder político na articulação da sociedade asturiana medieval. O final do século VIII e o princípio da centúria seguinte correspondem a nossa delimitação temporal, mais precisamente aos reinados de Afonso II. Neste período se insere o processo de expansão territorial das Astúrias e de submissão das regiões vizinhas, surgindo aí um elemento religioso usado para afirmar politicamente a nascente entidade política, a cerimônia de unção régia. O emprego deste cerimonial não deve ser visto como um mero discurso ou simples recurso estilístico de um cronista medieval, muito pelo contrário, tal prática precisou contar com o apoio de clérigos que inculcaram a crença nesta modalidade de legitimidade.


Palavras-chave: Política, religião, unção Régia, Alta Idade Média Ibérica

Bruno de Melo Oliveira
Doutorando em História Medieval pela Universidade Federal Fluminense

“Fabricando” Identidades: Domingos Loreto Couto, Vida e obra de um Cronista Luso-Brasileiro na Pernambuco de Meados do Século XVIII
Bruno Silva

O presente artigo aborda aspectos da vida e da obra do cronista luso-brasileiro, Domingos Loreto de Couto que, pernambucano, escrevendo na segunda metade do século do XVIII, busca ressaltar as especificidades
de sua capitania, destacando os habitantes do local como verdadeiros e fiéis vassalos do rei de Portugal e seguidores convictos da religião Católica. Buscar-se-á demonstrar que o cronista, através de sua obra, procurava
forjar uma identidade pernambucana que, longe de contestar o poder real e a religião do Império, apresentava aspectos concernentes aos pernambucanos que os faziam diferentes e especiais frente aos demais súditos do
monarca português. Por fim, observaremos como o cronista aborda a presença de negros, índios e mestiços na construção dessa identidade local.


Palavras-chave: Crônicas, Identidades Locais.

Bruno Silva
Doutorando em História Social pela Universidade Federal Fluminense

“Calango tango no calango da lacraia”: Intelectuais, Cidadania e Cultura Política
Camila Mendonça, Eric Brasil, Eric Maia, Ingrid Casazza & Matheus Serva

O presente texto trata de uma manifestação cultural que recebeu pouquíssima atenção da bibliografia especializada, denominada Calango. No Calango, os agentes sociais que o praticam vêem uma oportunidade, através de muita irreverência, de ação e contestação política, cantando o seu cotidiano e dando a sua opinião sobre a situação da comunidade através de versos cantados e desafios. O artigo é ao todo divido em cinco partes. Uma introdução, onde serão colocadas algumas considerações iniciais e questões que perpassarão por todo ele. A segunda parte (Mas, enfim, o que é o Calango?) apresenta uma breve descrição de como se caracteriza um Calango. Na terceira parte (O Calango pelo olhar folclorista) demonstraremos como o Calango foi percebido e estudado por folcloristas e intelectuais. A quarta parte (Versos, Linhas e Rimas) faremos uma análise de alguns versos e rimas. E, por fim, uma quinta parte (Afinal, Calango Rima com cultura política?) onde encerramos o artigo através de uma indagação: será que o Calango rima com os conceitos de cidadania e cultura política?


Palavras-chave: Calango, folcloristas, cultura política, cidadania.

Camila Mendonça, Eric Brasil, Eric Maia, Ingrid Casazza & Matheus Serva
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As Mulheres da Elite Farroupilha: Papéis de Gênero e Família (RS, 1835-1845)
Carla Adriana da Silva Barbosa


Palavras-chave: Maternidade, Elite Farroupilha, Século XIX.

Carla Adriana da Silva Barbosa
Doutora em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS.

A História numa sala escura… a construção da memória nacional através de filmes históricos durante a ditadura civil-militar
Carlos Eduardo Pinto

O artigo aborda um dos aspectos dos esforços de construção de uma memória nacional durante a ditadura civil-militar (1968-1985), analisando o embate entre duas visões opostas sobre a proclamação da independência do país em dois filmes realizados durante as comemorações dos 150 anos do fato: Independência ou Morte (Carlos Coimbra, 1972) e Os Inconfidentes (Joaquim Pedro de Andrade, 1972). Enquanto o primeiro apresenta a independência como fato consumado de uma história nacional sem conflitos, o segundo aborda o assunto de forma muito mais crítica, indicando uma independência ainda por se conquistar.


Palavras-chave: Memória, relações cinema-história, ditadura civil-militar (1968-1985).

Carlos Eduardo Pinto

Sto Agostinho: De Musica
Carlos Eduardo Souza

O pensamento central neste diálogo é a ascensão ao conhecimento de Deus e Sua presença no mundo. Agostinho elabora-o de forma aparentemente técnica, nos cinco primeiros livros, e transmite conhecimentos técnicos sobre o ritmo, o metro e o verso e culmina no sexto livro com a concepção de Deus. A organização do trabalho girou, por um lado, em torno da questão do autor – a ascensão a Deus; por outro lado, refletiu a ausência de unidade da obra agostiniana, em uma riqueza e beleza admiráveis, estabelecendo uma harmoniosa ponte entre a beleza sensível e a Beleza Suprema e Criadora.


Palavras-chave: Agostinho, Estética, Filosofia Medieval.

Carlos Eduardo Souza
Doutor em História do Brasil pela UFF e professor substituto da Escola de Belas Artes da UFRJ

Da alegria e da angústia de diluir fronteiras: o diálogo entre a História e Literatura
Carlos Vinícius Costa de Mendonça & Gabriela Santos Alves

A proposta deste artigo é contribuir para o debate em torno das conexões entre a História e a Literatura no sentido de apontar os desafios teóricos e metodológicos deste diálogo, que se processa no interior da crise dos paradigmas de interpretação da realidade, fenômeno que exige não só de historiadores mas também de literatos uma resposta e uma tomada de consciência neste fim de século.


Palavras-chave: História e literatura, ficção, narrativa histórica, historiografia, teoria literária.

Carlos Vinícius Costa de Mendonça & Gabriela Santos Alves

Do corpo à terra, 1970. Arte guerrilha e resistência à ditadura militar
CAROLINA DELLAMORE


Palavras-chave: Artes plásticas, Arte guerrilha, Ditadura militar, Belo Horizonte/MG

CAROLINA DELLAMORE
Doutoranda em História pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Bolsista FAPEMIG.

Graciliano Ramos e os animais: diálogos sobre a representação da fauna na obra Vidas Secas
CATARINA DE OLIVEIRA BURITI*, JOSÉ OTÁVIO AGUIAR** e BREAD SOARES ESTEVAM***


Palavras-chave: História ambiental; Animais; Literatura

CATARINA DE OLIVEIRA BURITI*, JOSÉ OTÁVIO AGUIAR** e BREAD SOARES ESTEVAM***
Doutoranda em Recursos Naturais pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e Mestre em História pela mesma instituição. Integra a equipe técnica do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), Unidade de Pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). ** Doutor em História e Culturas Políticas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Pós-Doutor em História, Relações de Poder, Sociedade e Ambiente pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Atualmente é professor efetivo da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG/PB). *** Mestre em Educação Ambiental pelo Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental (PPGEA) da Universidade Federal do Rio Grande (FURG/RS). Bacharel em História pela mesma instituição, com qualificação complementar em Educação à Distância, Gestão Ambiental e Controle Ambiental Industrial. Pesquisador do Grupo História do Patrimônio Socioambiental da FURG.

Duas trajetórias: a memória do movimento feminista no Brasil (fins da década de 1960 aos anos 1980)
Cecília Chagas de Mesquita & Flávia Cópio Esteves

A partir das discussões levantadas pelo emprego de fontes orais em História, o objetivo deste trabalho consiste em investigar possibilidades de análise abertas através de entrevistas realizadas com duas integrantes do Centro da Mulher Brasileira, mulheres que desempenharam um papel de destaque dentro do movimento feminista no Brasil nas décadas de 60 e 70. Observa-se que o diálogo que se estabelece entre as trajetórias pessoais de ambas as militantes e o próprio desenvolvimento do movimento feminista no Brasil fornece elementos importantes para se pensar ideais e reivindicações de tais lutas. Desta forma, a idéia central consiste em buscar em seus depoimentos dados sobre sua vida familiar e profissional, o modo como viam a situação feminina, como avaliam o movimento feminista e se viam dentro dele, tentando compreender o significado deste feminismo para uma redefinição das relações de gênero.


Cecília Chagas de Mesquita & Flávia Cópio Esteves

O fazer-se da classe patronal em Porto Alegre durante as grandes greves da Primeira República
César Augusto B. Queirós

Este artigo tem o objetivo de analisar as estratégias utilizadas pela classe patronal de Porto Alegre durante as grandes greves nos embates com o movimento operário organizado e suas associações nas grandes greves da Primeira República. Pretendo demonstrar que este período proporcionou um processo de tomada de ações coletivas e de um verdadeiro fazer-se da classe patronal, que passou a atuar de modo organizado nas negociações com os trabalhadores grevistas.


Palavras-chave: Patronato, Greves, Movimento Operário

César Augusto B. Queirós
Doutor em História pela UFRGS e professor da rede municipal de ensino de Porto Alegre

Do xá ao aiatolá: As representações sobre a Revolução Iraniana através da Revista Veja (1978-1979)
David Anderson Zanoni

Nosso objeto de análise neste artigo é a revista semanal Veja. Procurar-se-á fazer a análise do conteúdo do periódico acerca da Revolução Iraniana em 1979, a qual decretou o fim da monarquia de 58 anos da chamada Dinastia Pahlevi e dera início a República Teocrática Islâmica do Irã, evento amplamente noticiado pelo semanário. Portanto, a proposta desde artigo contempla a análise de periódicos como fontes para o estudo da história na imprensa e, a partir disso, observar as representações criadas por Veja em torno da sociedade iraniana e sua cultura na imprensa periódica no Brasil. A escolha temática e o período se justificam pela problemática que conduz a pesquisa.


Palavras-chave: Irã, Revista Veja, Revolução iraniana.

David Anderson Zanoni
Mestrando em História pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Passo Fundo - PPGH/UPF. Bolsista CAPES.

Entre Ideologia e Representação: Novos Olhares Sobre as Mulheres Atenienses
Dayanne Dockhorn Seger

Dayanne


Palavras-chave: Representações femininas, Grécia Antiga, Cerâmica ática.

Dayanne Dockhorn Seger
Bacharel em Antropologia com linha de concentração em Arqueologia pela Universidade Federal de Pelotas

Gênero e Política: Lúcia Braga, do Assistencialismo à Projeção Pessoal
Dayanny Deise Leite Rodrigues


Palavras-chave: Assistencialismo, Primeira-dama, Política Partidária.

Dayanny Deise Leite Rodrigues
Graduada em Licenciatura Plena em História – UFPB (2014). Aluna do Programa de Pós-Graduação em História (Mestrado), pela Universidade Federal da Paraíba.

O Lugar do Gênero nas Trajetórias Profissionais de Mulheres Desembargadoras do Tribunal de Justiça do Estado do Pará: Um Estudo de Caso
Denise Machado Cardoso* e Anna Patrícia Ferreira Rameiro**


Palavras-chave: Gênero, Trajetórias, Poder

Denise Machado Cardoso* e Anna Patrícia Ferreira Rameiro**
*Doutora em Antropologia. Docente do Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Pará (PPGSA/UFPA); ** Mestra em Antropologia pelo PPGSA/UFPA.

Teorias raciais no Brasil: um pouco de história e historiografia
DIEGO UCHOA DE AMORIM


Palavras-chave: Teorias Raciais, Raça, Historiografia.

DIEGO UCHOA DE AMORIM
Graduando em História (Universidade Federal Fluminense - UFF)

A Fundação Cultural do Espírito Santo e o Teatro Carlos Gomes: a leitura trágica de um caso
Duílio Henrique Kuster Cid

O presente artigo propõe-se a analisar a relação estabelecida, ao longo da década de 70, entre a Fundação Cultural do Espírito Santo, instituição responsável por planejar e executar as ações culturais do estado, e o Teatro Carlos Gomes, principal espaço teatral da capital, fornecendo uma síntese das políticas públicas voltadas para o teatro capixaba na época. Neste sentido, proponho uma leitura trágica de tal contexto, demonstrando que o momento auge dessas políticas anunciava a chegada de um período de infortúnio.


Palavras-chave: Fundação Cultural do Espírito Santo, Teatro Carlos Gomes, Políticas Públicas

Duílio Henrique Kuster Cid
Mestrando em História Social das Relações Políticas/ UFES

Guerrilha no Brasil: uma crítica à tese do “suicídio revolucionário em voga nos anos 80 e 90”
Durbens Martins Nascimento

O artigo faz um balanço da literatura sobre a guerra de guerrilhas empreendida no Brasil nos anos 60 e 70, tendo como pano de fundo a Guerrilha do Araguaia. Sem pretender uma revisão exaustiva da literatura, visa analisar o significado do diagnóstico produzido nos 80 e 90, caracterizado pelo que chamamos de “suicídio revolucionário” e da busca pelas “causas da derrota” do projeto revolucionário da esquerda, que teria sido a aventura da luta armada no Brasil. Dialogando com os autores, chegou-se a conclusão que a autocrítica que seguiu essa direção, estava subordinada a uma nova plataforma político-estratégica para a sociedade brasileira encabeçada pelo PT. Os principais autores da reflexão autocrítica eram ligados direta ou indiretamente a essa organização partidária. Fato que encaminhou a avaliação do movimento para deduções fortemente influenciadas pelos dilemas da consolidação da Transição Democrática e da afirmação de um novo projeto social-democrata para o país e que hoje está no poder.


Palavras-chave: Guerrilha do Araguaia, suicídio revolucionário, luta armada, revolução socialista, esquerda.

Durbens Martins Nascimento

O lugar dos Franciscanos da Reconciliação na história
Edison Minami

Uma das maiores preocupações dos historiadores modernos é a questão da recuperação da memória. Em texto de Jacques Le Goff , o famoso historiador francês alerta os leitores para o inexorável perigo de fatos históricos serem esquecidos, em detrimento de outros, aparentemente mais importantes. Marc Bloch também alertava na sua Apologia a história sobre a fortuidade que as guerras, os incêndios, as revoluções trouxeram e continuam a trazer para o historiador . Essa constante necessidade de perpetuarmos a memória de povos e instituições sem sombra de dúvida é uma das tarefas mais urgentes e importantes para o historiador.


Edison Minami

Pescadores de Guaíra: memória histórica sobre o derrocamento subaquático do Rio Paraná (1996)
Edison Minami

A pesquisa tem o seu foco no impacto ambiental e socioeconômico provocado pelo derrocamento das rochas do Canal Mestre sobre os pescadores da Colônia Z13 que utilizavam o espaço como meio de sobrevivência, desenvolvendo atividades de pesca artesanal.


Edison Minami
Historiador licenciado pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná-UNIOESTE/Mal. C. Rondon. PR

Administração local: serviços públicos versus recursos financeiros na província de Minas Gerais
Edneila Rodrigues Chaves

O artigo versa sobre administração local em Rio Pardo na província de Minas Gerais, século XIX. Analisa-se a administração local no aspecto da demanda por serviços e no aspecto das rendas. Constata-se desequilíbrio entre a diversidade de encargos que estavam sob a responsabilidade da câmara municipal e a insuficiência de suas rendas. Isso se conformou como realidade comum a essas instituições na província, em específico, e no Brasil, em geral. Aborda-se a configuração econômica social local, identificando a inserção social de vereadores. Estes buscaram alternativas diante de limitações financeiras da câmara municipal. A representação coletiva do espaço sertanejo como espaço social inferior foi utilizada para sua caracterização em nível provincial e para usufruto de sua suposta distinção em âmbito da legislação tributária.


Palavras-chave: Administração local – Rendas – Sertão

Edneila Rodrigues Chaves
Doutora em História pela Universidade Federal Fluminense. Pesquisadora do Laboratório de História Econômico-Social (UFF/CNPq).

Sociabilidades pela proteção da natureza: A rede de relações de Henrique Luiz Roessler
Elenita Malta Pereira

O presente artigo aborda a rede de relações tecida por Henrique Luiz Roessler, personagem que se dedicou à proteção da natureza no Rio Grande do Sul, entre os anos 1939-1963. O objetivo é realizar o mapeamento
dessa rede de relações, através da análise de parte da correspondência trocada por Roessler durante sua atuação profissional, nos cargos de Delegado Florestal e Fiscal de Caça e Pesca do Ministério da Agricultura. A prática da correspondência com autoridades e colaboradores permitiu o apoio necessário para que ele superasse momentos difíceis em sua trajetória, sendo decisiva na continuidade de seu projeto de proteção à natureza no Estado.


Palavras-chave: Henrique Luiz Roessler; rede de relações; proteção à natureza no Rio Grande do Sul.

Elenita Malta Pereira
Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em História da UFRGS. Bolsista CAPES

Considerações Sobre o Triplismo nas Deae Matres da Britânia Romana
Érika Vital Pedreira


Palavras-chave: Iconografia, Triplismo, Hibridização.

Érika Vital Pedreira
Doutoranda em História Social pela Universidade Federal Fluminense (PPGH/NEREIDA/CNPq).

Do desligamento à luta pela anistia: a Associação dos Anistiados Políticos e Militares da Aeronáutica– GEUAr
ESTHER ITABORAHY COSTA


Palavras-chave: Regime Militar; Anistia; GEUAr.

ESTHER ITABORAHY COSTA
Mestre em História (2014) pela Universidade Federal de Juiz de Fora.

Bolsas de Pós-graduação: a Política por trás dos Números
Esther Majerowicz Gouveia

Em meados de 2012, docentes, técnico-administrativos e discentes das instituições federais de ensino superior deram início a um movimento grevista por melhores condições de trabalho, pela reestruturação de suas carreiras, por aumentos salariais e pela universalização do acesso ao ensino superior público, gratuito e de qualidade, bem como por melhores condições de permanência em tais instituições. Rapidamente esse movimentou tomou todo o país. Apesar de estarem ainda em nível muito mais restrito de articulação, os pós-graduandos também lançaram-se na construção da greve. Em oposição a visão reacionária de que os grevistas nada fazem, como se se auto outorgassem férias, o momento de suspensão de nossas atividades normais nos deu oportunidade ímpar para refl etir e discutir sobre o que representa o atual projeto de ensino superior e de pós-graduação que vem sendo implementado, e qual seu papel na sociedade. Embora o balanço geral tenha sido bastante negativo, constatando
que o projeto de pós-graduação vigente aproxima-se de parâmetros quase fabris de produção em série, tivemos um saldo muito positivo, uma vez que pudemos nos articular e debater o projeto de pós-graduação que queremos e pelo qual devemos lutar, de forma a considerar não somente as condições necessárias ao livre pensamento, como também o potencial de transformação que a pós-graduação e a pesquisa podem ter na luta por uma sociedade justa.Nesse quadro geral, o Comando Estadual de Greve dos Pós-Graduandos do Rio de Janeiro, composto por estudantes da UFF, UERJ, UNIRIO, UFRRJ e UFRJ, deliberou pela criação de diversas comissões para a preparação de apresentações, dados e materiais específi cos que pudessem subsidiar nossas discussões. Tal como muitas outras contribuições sobre distintos aspectos da realidade da pós-graduação no Brasil gestadas no referido Comando Estadual de Greve, o presente artigo surgiu como um ponto de partida para que coletivamente pudéssemos construir e aprimorar nossas bandeiras políticas em relação, especifi camente, à remuneração dos pós-graduandos.


Palavras-chave: -

Esther Majerowicz Gouveia
Mestre e Doutoranda em Economia Política Internacional pelo IE/UFRJ

Relações entre o Hospital de Manguinhos e o Serviço de Estudos de Grandes Endemias
Evandro Chagas

Neste artigo pretendo discutir a criação do Serviço de Estudos de Grandes Endemias (SEGE), e toda a contextualização inerente à sua transformação em Departamento Nacional de Endemias Rurais (Dneru) e, posteriormente, em Sucam.


Evandro Chagas

Comunistas e trabalhistas no cenário político brasileiro dos anos 1960: notas sobre o trânsito entre culturas políticas
Fábio André G. das Chagas

Apresentaremos neste artigo a possibilidade de trabalhar com categorias conceituais do âmbito cultural da história para o seu respectivo domínio político. Embora as disputas em torno das comprovações acerca da participação de atores sociais não comunistas no cenário político compreendido entre 1961 até meados dos 1970 não presidam nosso interesse – mas nem por isso deixemos de excursionar neste terreno – trabalharemos aqui com vistas a lançar luz sobre o trânsito entre culturas políticas no campo das esquerdas, mais especificamente entre trabalhistas e comunistas, no decurso de fins dos anos 1950 e ao longo da década de 60 no Brasil.


Palavras-chave: Cultura política; esquerdas; transmutação conceitual.

Fábio André G. das Chagas

Guerra, contestação e quadrinhos: o conflito do Vietnã por meio das War stories
Fábio Vieira Guerra

Este trabalho propõe problematizar os aspectos sociais e políticos que envolveram a Guerra do Vietnã e seu impacto sobre a sociedade estadunidense. Para isso, utilizo as histórias em quadrinhos da editora Marvel Comics – sobretudo do personagem Homem de ferro – como fonte para perceber os conflitos e as mudanças ocorridas nesta sociedade. As histórias em quadrinhos de super-heróis, particularmente nos EUA, sempre apareceram como representação do imaginário americano, independentemente do período retratado. Desse modo, as imagens são usadas para expressar, impor e legitimar um poder, e também as mesmas imagens são apropriadas para mudar, rejeitar e deslegitimar esse poder. Assim, podemos considerar as histórias em quadrinhos como uma nova fonte de estudo para historiadores para problematizar temas pouco trabalhados pela historiografia tradicional, bem como desenvolver abordagens pouco convencionais.


Palavras-chave: Guerra do Vietnã – História em quadrinhos – Estados Unidos

Fábio Vieira Guerra
Doutorando do Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade Federal Fluminense

Globalização e Estado nacional
Fabíola D. Silva

O fim da Guerra fria acarretou transformações profundas no sistema internacional. A chamada era da globalização, juntamente com a liberalização dos mercados financeiros e com a formação dos blocos econômicos, como a Comunidade européia e o Mercosul, tem imprimido uma nova dinâmica ao funcionamento dos estados nacionais. Neste sentido, o presente trabalho tem como objetivo empreender uma análise acerca das condições do estado nacional no mundo globalizado, procurando desconstruir a idéia de que o estado vem se enfraquecendo e buscando demonstrar a coerência entre o processo de globalização, a formação dos blocos econômicos e o fortalecimento do estado nacional.


Fabíola D. Silva
Pós-graduanda em História das Relações Internacionais pela UERJ, graduada em História pela UFF

Charles Maurras e o surgimento do Integralismo Lusitano: teorias e apropriações doutrinárias
Felipe A. Cazetta

O Integralismo Lusitano surge em contexto de expansão das ideias contrarrevolucionárias na Europa e diante do esgotamento das formas de governo liberais. Possuindo como projeto político de Estado a Monarquia orgânica, centralizada politicamente mas administrativamente difusa, o Integralismo Lusitano apropria-se de alguns dos pilares centrais da l’Action Française, movimento que possuía como lema a Monarquia orgânica, tradicional e hereditária. Portanto, cabe a este artigo a análise destes dois movimentos, e seus respectivos aparatos teóricos, visando identificar os elementos apropriados pelo movimento português, originários da l’Action Française.


Palavras-chave: Integralismo Lusitano, L’Action Française, Apropriação.

Felipe A. Cazetta
Mestre em História pela Universidade Federal de Juiz de Fora e Doutorando em História pela Universidade Federal Fluminense

Laudelina de Campo Mello: Histórias de Vida e Demandas do Presente no Ensino de História
Fernanda Nascimento Crespo


Palavras-chave: Usos do Biográfico, Ensino de História, Mulher Negra.

Fernanda Nascimento Crespo
Mestranda do Programa Mestrado Profissional em Ensino de História (ProfHist), vinculada à Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Provérbios populares e a formação da “consciência cívica”
Flávia Guia Carnevali

O artigo pretende discutir de que forma a folclorista Alexina de Magalhães Pinto (1870-1921) através de seus trabalhos sobre cultura popular, especialmente por meio dos provérbios, irá revelar uma preocupação nacionalista que marcou fundo os intelectuais de fins do XIX e das primeiras décadas do XX. Dessa forma, o artigo debruça-se sobre o projeto educativo e ideológico da folclorista que via nos provérbios populares e na escola, aliados imprescindíveis para a formação dos cidadãos, revelando a relação existente entre as propostas educativas e de instrução com as de constituição de uma nação civilizada nos trópicos.


Palavras-chave: folclore, provérbios populares, Belle Époque

Flávia Guia Carnevali
Mestre em História Social pela Universidade de São Paulo

Arte e sociedade: o sistema de artes e a Escola de Belas Artes de Pelotas- RS- Brasil (1949-1973)
Francisca Ferreira Michelon, Ursula Rosa da Silva & Katia Helena Rodrigues Dias

O presente trabalho pretende analisar as relações de interdependência entre a Escola de Belas Artes de Pelotas (EBA) e um sistema de artes que começa a se esboçar nesta cidade a partir meados dos anos 1940. A observação ampara-se na constatação de que os pressupostos para o surgimento desta Escola estavam dados naquela sociedade pelo conceito de arte, então vigente, cuja expressão era o figurativismo das primeiras décadas do século XX. O instrumento conceitual para verificar a observação é o habitus de Bourdieu (1996), aqui entendido como aquilo que resulta da mediação entre os condicionamentos sociais e a subjetividade dos membros dessa sociedade, que se define na posição de um indivíduo dentro da sociedade e as escolhas que esse faz em todas as áreas. Para tanto, utiliza-se como elemento definidor do campo de observação, a recepção da sociedade local ao artista Leopoldo Gotuzzo no período em que a Escola foi fundada e atuou. As fontes primárias que permitem essa pesquisa encontram-se, principalmente, na Coleção Escola de Belas Artes de Pelotas, pertencente à Fototeca Memória da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), salvaguardada pelo Museu de Artes Leopoldo Gotuzzo (MALG), que se constitui de documentos escritos, fotografias e obras de arte produzidas pelos artistas, professores e alunos que fizeram parte da escola e na coleção Marina de Moraes Pires, também pertencente a mesmo Fototeca e constituída por conjunto de documentos semelhantes à anterior. As fontes secundárias são os trabalhos de Diniz (1996), Silva e Loreto (1996), Tavares (2002) e Magalhães (2008). A análise dese conjunto indica a existência e a consolidação de um sistema de artes na cidade de Pelotas, além de evidenciar ações individuais e sociais implícitas nesse contexto, das quais se destaca a relação duradoura entre Marina de Moraes Pires, fundadora e única diretora da EBA em toda a existência da Escola, e o artista Leopoldo Gotuzzo. O estudo exemplifica certa relação entre arte e sociedade, própria do início da segunda metade do século XX que parece ter sido compartilhada no sul do Rio Grande do Sul como base de surgimento de muitas escolas e conservatórios.


Palavras-chave: habitus, ensino de arte, Escola de Belas Artes de Pelotas.

Francisca Ferreira Michelon, Ursula Rosa da Silva & Katia Helena Rodrigues Dias
Graduada em Licenciatura em Artes (UFPEL), mestre em Artes Visuais (UFRGS), doutora em História (PUCRS). Professora Associado da Universidade Federal de Pelotas/Brasil; Licenciada em Filosofia (UCS/1989). Professora associada no Centro de Artes da UFPEL. Mestre em Filosofia (PUC-RS/1992). Doutora em Educação (UFPEL/2009), Doutora em História (PUC-RS/2002); Graduada em Artes Visuais – Licenciatura (UFPEL), mestre em Memória Social e Patrimônio Cultural (UFPEL/2012)

“O Palco Colonial”: Uma breve reflexão sobre os cerimoniais no Brasil no contexto do Antigo Regime
Gabriel Almeida Frazão

A partir de um balanço historiográfico, se propõe a mostrar como diversos historiadores têm analisado a relação entre Portugal e Brasil através de novas abordagens, termos e conceits que corroboraram para que se ultrapassem modelos de análise em que se valoriza a tradicional dicotomia metrópole – colônia, contribuindo assim, para uma redefinição do próprio conceito de “pacto-colonial”. Contudo, este trabalho chama a atenção para o fato de muitos destes conceitos carecerem ainda de uma maior definição, cuidado este de fundamental importância para que evite a possibilidade de qualquer ambigüidade no tocante aos seus significados.


Gabriel Almeida Frazão

As Câmaras e as Revoltas à luz da Negociação
Gabriel Almeida Frazão & Carlos Eduardo Loshe Rezende

A partir da análise de alguns trabalhos historiográficos, atentamos para o papel da negociação enquanto elemento constituinte do Império Português. Com este intuito recortamos dois “espaços” nos quais a negociação se faz presente: o político-administrativo, e o das revoltas. Com relação ao primeiro espaço, tomamos como referência básica os trabalhos de João Fragoso, Maria de Fátima Gouvêa e Maria Fernanda Baptista Bicalho, já com relação ao segundo, os trabalhos de Luciano Raposo de Almeida Figueiredo. Com relação a este último autor damos destaque para a discussão acerca da formação de uma “identidade colonial”. Ademais, atentamos para a possibilidade de se pensar um novo conceito de pacto colonial.


Gabriel Almeida Frazão & Carlos Eduardo Loshe Rezende

Tributos no rio de Janeiro imperial: meios de consolidação do projeto político Saquarema
Gabriel de Azevedo Maraschin

Este artigo pretende proceder ao levantamento das formas de arrecadação existentes no Rio de Janeiro entre os anos de 1835 a 1850. Nesta temática, o trabalho se destina ao levantamento de análises fiscais que giram em torno da construção do estado nacional durante as duas primeiras décadas do Segundo Reinado, focando nas transformações institucionais que irão caracterizar a província do Rio de Janeiro como base política para a hegemonia dos chamados saquaremas.


Palavras-chave: Fiscalização – Formação do estado – saquaremas.

Gabriel de Azevedo Maraschin
Graduado em História pela Universidade Federal Fluminense

O Feminismo Chega à Rádio: a Militância Sufragista de Martha de Hollanda na Rádio Clube de Pernanbuco (1931-1932)
Gilvânia Cândida da Silva* e Alcileide Cabral do Nascimento**


Palavras-chave: Movimentos Feministas, Rádio Clube de Pernambuco, Relações de Gênero.

Gilvânia Cândida da Silva* e Alcileide Cabral do Nascimento**
* Licencianda em História, Universidade Federal Rural de Pernambuco; ** Professora Associada II, Universidade Federal Rural de Pernambuco.

Argentina y Brasil civiles y militares: tres décadas de convivencia en perspectiva comparada
GREGORIO J. DOLCE BATTISTESSA Y MARÍA DELICIA ZURITA


Palavras-chave: Fuerzas Armadas, Argentina, Brasil, 30 años.

GREGORIO J. DOLCE BATTISTESSA Y MARÍA DELICIA ZURITA
Gregorio J. Dolce Battistessa. Licenciado en Comunicación Social (UNLP, Argentina) y Doctorando en Ciencias Sociales (UNLP). Becario de investigación Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación-UNLP. Referencia Institucional: Facultad de Periodismo y Comunicación Social, UNLP. María Delicia Zurita. Profesora en Historia (UNLP, Argentina), Maestranda en Historia y Memoria y Doctoranda en Ciencias Sociales (UNLP, Argentina) Referencia Institucional: Centro de Reflexión en Política Internacional (IRI), UNLP.

A representação de estado moderno n’as palavras e as coisas de Michel Foucault e a representação de estado de Jean-Jacques Rousseau
Hagaides de Oliveira

Este artigo propõe a analise do contexto em que o autor, Jean-Jacques Rousseau, está inserido. Com intuito de perceber as representações políticas e a nova representação de Estado no texto O Contrato Social.


Palavras-chave: Europa Século XVIII; Representação e Análise de Discurso.

Hagaides de Oliveira

Apresentação – A historicidade da fronteira nos tempos passados e presentes
Hevelly Ferreira Acruche


Hevelly Ferreira Acruche
Doutoranda pela Universidade Federal Fluminense

Apresentação – O que recente ciclo de ditaduras latino-americanas legou às nossas democracias?
Isabel Cristina Leite


Palavras-chave: -

Isabel Cristina Leite
Doutoranda em História Social pela UFRJ. Bolsista FAPERJ nota 10. Co-organizadora dos livros: À sombra das ditaduras: Brasil e América Latina. (Mauad, 2014) e Questões da América Latina contemporânea. (Fino Traço. No prelo.)

Gênero e Trabalho em Fábricas de Tecidos: o Caso da Companhia de Fiação e Tecidos Aliança
Isabelle Cristina da Silva Pires


Palavras-chave: Relações de Gênero, Fábrica de Tecidos, Resistência.

Isabelle Cristina da Silva Pires
Mestranda em História, Política e Bens Culturais no Programa de Pós-graduação do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getúlio Vargas (CPDOC/FGV).

Os Inimigos dos Romanos Sob o Imperium de Graciano no Tratado “De Fide” de Ambrósio, Bispo de Milão (Séc. IV d.C)
Janira Feliciano Pohlmann

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Palavras-chave: Ambrósio, bispo de Milão; imperador Graciano; De fide.

Janira Feliciano Pohlmann
Doutoranda em História Antiga pelo programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Paraná.

A justiça não basta e ainda falha: Motivações e casos de linchamentos no Ceará
Jean Mac Cole Tavares Santos

A presente pesquisa estuda genealogicamente as práticas impetradas por grupos populares buscando vingança ou justiçamento, no Ceará durante o século XX, percebendo como esses crimes foram se caracterizando como linchamentos. O objetivo é pensar como o linchamento foi sendo constituído, como ele foi se firmando e se incorporando na prática e no discurso da vida social.


Jean Mac Cole Tavares Santos

Sobre civilizados e bárbaros: o álcool e as trocas culturais na antigüidade européia
João Azevedo Fernandes

Em um dia qualquer do ano de 616 da nossa era – conta-nos o monge Beda, o Venerável, escrevendo um século após o fato – o bispo Mellitus celebrava uma missa em uma igreja de Londres, importante porto fluvial que havia sido transformado em capital pelos saxões, um dos povos germânicos que havia invadido a antiga província romana da Britânia. De repente, três nobres saxões pagãos, e suas comitivas, penetraram na igreja e exigiram beber o vinho da missa…


João Azevedo Fernandes

Cuba Libre? Laços de Poder e Jogos de Azar na Máfia de Havana: Uma Análise do Filme “O Poderoso Chefão, Parte II”
João Lucas França Franco Brandão

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João Lucas França Franco Brandão

Quando o sertão faz a festa, a monarquia se faz presente: Festas e representações monárquicas na capitania do Ceará (1757-1817)
José Eudes Arrais Barroso Gomes

No dia 30 de março de 1757 os oficiais da câmara da Vila de Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, capital da capitania subordinada do Ceará Grande, fizeram questão de enviar uma carta ao rei de Portugal, D. José I, acusando o recebimento da sua ordem de 13 de novembro de 1756, relativa à celebração da festa do Patrocínio de Nossa Senhora e aos seus arranjos na capitania…


Palavras-chave: -

José Eudes Arrais Barroso Gomes
Mestrando em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF)

O Constante Retorno da “Prática Assistencial” em Sindicatos: o caso do SINTTEL-PE
José Fernando Souto Jr

Este estudo tenta entender as análises sobre o sindicalismo brasileiro feitas pela Sociologia do Trabalho, que vinculam a prestação de serviços assistenciais a um “modelo equivocado” de sindicalismo, tratando o assunto como se fosse um erro. Também revela como a assistência se manifesta no SINTTEL – PE (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Telefônicas e Operadora de Mesas Telefônicas de Pernambuco). O Estudo mostra as singularidades da assistência nesse sindicato, além do trabalho desenvolvido com os aposentados dessa categoria.


Palavras-chave: SINTTEL-PE, sindicalismo, história do trabalho

José Fernando Souto Jr
É doutorando do Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade Federal Fluminense

Biografia e micro-história: diálogos possíveis para uma história da governança no Império Português (Capitania da Parayba, c.1764-1797)
José Inaldo Chaves Júnior

Este artigo trata, em alguns aspectos, do retour da biografia no campo da história, intentando observá-lo como sinal de redimensionamentos profundos no ofício historiográfico a partir da crítica aos postulados estruturalistas
e da proposta da micro-história italiana. Ao final, apresentaremos as primeiras notas de pesquisa de uma biografia que, a nosso ver, poderá lançar novos olhares sobre as relações entre elites locais e a governabilidade imperial na
América Portuguesa no século 18, mormente nos espaços das capitanias do Norte do Estado do Brasil.


Palavras-chave: Biografia, Micro-história, Império Português

José Inaldo Chaves Júnior
Mestrando em História pela Universidade Federal Fluminense. Bolsista Capes/DS

Eros e a Prostituição Feminina Ateniense no V século a.C: Aproximações e Representações
Juliana Magalhães dos Santos

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Palavras-chave: Grécia Clássica; Gênero; Prostituição.

Juliana Magalhães dos Santos
Doutoranda em História pela Universidade Federal Fluminense

Apresentação
Juliana Magalhães dos Santos e Talita Nunes Silva


Juliana Magalhães dos Santos e Talita Nunes Silva

Agentes do Demônio no Arcebispado de Braga: as Mulheres Acusadas de “Feitiçaria” e Suas Interações Com a Comunidade no Âmbito das Relações de Gênero
Juliana Torres Rodrigues Pereira* e Marcus Vinícius Reis**


Palavras-chave: Tribunal do Santo Ofício Português, Feitiçaria, Gênero.

Juliana Torres Rodrigues Pereira* e Marcus Vinícius Reis**
*Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade de São Paulo; ** Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Minas Gerais.

Paula de Sequeira: Inquisição e Lesbianismo na Bahia Quinhentista
Kaíque Moreira Léo Lopes


Palavras-chave: Inquisição, Lesbianismo, Gênero, História.

Kaíque Moreira Léo Lopes
Graduado em História pela UESC.

Jogo de Imagens: a relação entre a arte e a moda na França do século XVIII
Laura Ferrazza de Lima

O presente artigo visa introduzir a discussão sobre a relação entre as imagens da arte e as imagens da moda produzidas na França do século XVIII. Para tanto lança mão de algumas discussões teórico-metodológicas acerca do uso das imagens como fontes para a História. O corpo documental é composto por duas categorias de imagens: pinturas e gravuras de moda. O recorte temporal inicia na época da Regência (1715) e vai até a eclosão da Revolução Francesa (1789). O texto procura abordar a ideia de uma estética partilhada entre a produção de obras de arte e de gravuras de moda. Uma das questões colocadas é compreender como a arte e a moda se relacionam no século XVIII francês e de que forma ajudam a construir esse regime de visualidade? Pretende-se por fi m contribuir para as discussões ainda escassas sobre a história da vestimenta sob o olhar dos historiadores.


Palavras-chave: História da Arte, História da Indumentária, França no século XVIII

Laura Ferrazza de Lima
Doutoranda em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)

Pereira da Costa e a luta por uma identidade pernambucana
Leonardo da Costa Ferreira

Este trabalho pretende estudar a participação do político, historiador e folclorista pernambucano Francisco Augusto Pereira da Costa na luta pela manutenção de um projeto de identidade político – cultural centrado no estado de Pernambuco. O artigo em si irá centrar-se numa disputa pela “paternidade” de Felipe Camarão – importante figura nas lutas contra a presença holandesa no Nordeste Brasileiro do século XVII.


Palavras-chave: Calango, folcloristas, cultura política, cidadania.

Leonardo da Costa Ferreira
Mestre em História Social da Cultura pela Universidade Federal Fluminense e Professor das Redes Públicas do Município e Estado do Rio de Janeiro

Entrelaçando História e Literatura: Uma análise da repressão ao candomblé através da obra Jubiabá de Jorge Amado na década de 1930
Leonardo Dallacqua de Carvalho

Este artigo analisa a utilização de uma obra literária como fonte de pesquisa histórica, bem como os desafios do historiador na análise de aspectos reais e fictícios, a fim de explorar algumas questões históricas que são muito importantes para a pesquisa. Alguns profissionais na universidade acreditam que o uso da literatura como fonte para o historiador é muito controverso, por outro lado, o diálogo entre literatura e história é uma grande oportunidade para analisar um momento histórico, e as obras literárias podem contribuir para o sucesso da pesquisa. Por esta razão, o livro usado como fonte para este artigo é um romance brasileiro escrito por Jorge Amado, Jubiabá, que discute a repressão da religião candomblé na Bahia, em 1930.


Palavras-chave: Literatura e História; Candomblé e Getúlio Vargas.

Leonardo Dallacqua de Carvalho
Mestrando em História pela Universidade Estadual Paulista” Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), bolsista CNPq

A Memória Intransitiva da Fundação da Ordem dos Frades Menores no Século XIII (1210-1228)
Leonardo de Souza Câmara


Palavras-chave: Memória, Francisco de Assis, Ordem dos Frades Menores.

Leonardo de Souza Câmara
Graduado em História na UFPA, Campus Universitário de Bragança.

A Fabricação do Feminino na Tragédia
Lisiana Lawson Terra da Silva* e Jussemar Weiss Gonçalves**


Palavras-chave: Tragédia, Atenas, Feminino.

Lisiana Lawson Terra da Silva* e Jussemar Weiss Gonçalves**
*Mestranda do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Rio Grande-FURG; **Professor Doutor do curso de História da Universidade Federal do Rio Grande-FURG.

A Construção da Imagem de Otávio César Augusto Como Propaganda Política: Uma Análise das “Res Gestae Divi Augusti” (Séc.I d.C)
Litiane Guimarães Mosca

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Palavras-chave: Otávio César Augusto, imagem pública, propaganda política.

Litiane Guimarães Mosca
Graduada em História pela Universidade Estadual de Londrina e Especialista em História, arte e cultura pela Universidade Estadual de Ponta Grossa.

História e Biografia: limites e possibilidades teóricas
Lívia Beatriz da Conceição

Neste artigo temos por objetivo fazer uma reflexão teórico-metodológica sobre o gênero biográfico, percebendo, nesse caminho, o contexto de criação das biografias de nosso próprio tempo. Procuramos mapear as possibilidades e os limites de relações que podem ser constituídas entre uma narrativa biográfica e a escrita da história, a partir da problematização de estudos que se dedicam ao tema.


Palavras-chave: Biografia. Teoria. História Política.

Lívia Beatriz da Conceição
Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGHIS/UFRJ)

Tradição (Re)inventada: a Desconstrução do Mito do Cowboy em “Crepúsculo de uma Raça”
Lucas Henrique dos Reis

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Lucas Henrique dos Reis

Da Conquista do Espaço às Portas do Paraíso: a Ficção Científica entre Utopias e Distopias
Lucas Martins Flávio

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Lucas Martins Flávio

Sobre a superioridade da Poesia em relação à História: O Canto VII do Caramuru
Luciana Gama

O presente artigo traça uma abordagem retórico-poética – vigente no século XVIII português- do Canto VII da epopéia do Caramuru-Poema Épico do Descobrimento da Bahia – de Santa Rita Durão questionando a noção de plágio que foi conferida ao poeta no que concerne ao uso das fontes historiográficas utilizadas na construção deste Canto.


Luciana Gama

Para ler as Memórias de um sargento de milícias Uma perspectiva materialista da análise de fontes literárias em história
Luigi Bonafé

O objetivo deste artigo é exercitar uma perspectiva materialista da análise de fontes literárias em História. A reflexão esboçada tem por objeto o romance Memórias de um sargento de milícias (1852-1853), de Manuel Antônio de Almeida. São negadas tanto sua vinculação ao Romantismo brasileiro quanto sua caracterização como precursor do realismo. A obra é encarada como narrativa de costumes centrada nos homens livres pobres da cidade do Rio de Janeiro de inícios do século XIX. Deste ponto de vista, trata-se de apontar algumas possibilidades de utilização de elementos do texto em pesquisas de caráter especificamente histórico.


Luigi Bonafé

Notas prévias sobre a campanha dos caixeiros juizforanos pelo descanso hebdomadário (1880-1905)
Luís Eduardo de Oliveira

Na passagem do século XIX para o XX, os empregados no comércio de Juiz de Fora, a exemplo de seus companheiros do Rio de Janeiro, empenharam-se na luta pelo fechamento das casas de negócios aos domingos. Nesse processo, valeram-se não apenas de argumentos humanitários e de justificativas retiradas diretamente da doutrina cristã, que consagra tal dia a Deus, como também exploraram habilmente o fato de que muitos comerciantes locais manifestavam-se publicamente pela interrupção da concorrência e das atividades comerciais no sétimo dia da semana. Por meio de comícios, assembleias, abaixo-assinados e petições – que se tornaram mais freqüentes com a formação, em janeiro de 1903, da Associação dos Empregados no Comércio -, a classe caixeiral juizforana pressionou fortemente as autoridades municipais para que proibissem o comércio aos domingos, reivindicação finalmente conquistada em fevereiro de 1905, quando a Câmara Municipal aprovou uma resolução nesse sentido.


Palavras-chave: empregados no comércio – descanso semanal – Juiz de Fora-MG

Luís Eduardo de Oliveira
Doutorando do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal Fluminense

TraduçãoMera crônica e História apropriada
LUÍS R. A. COSTA


Palavras-chave: Arthur Danto; Historiografia; Crônica

LUÍS R. A. COSTA
Mestrando em História Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Integrante do Núcleo de Pesquisas em História Cultural (NUPEHC-UFF).

De São Barnabé à Vila Nova de São José d’el Rei: tensões e conflitos étnico-sociais em um aldeamento do Rio de Janeiro sob o Diretório dos Índios (1758-1798)
Luís Rafael Araújo Corrêa

A aplicação da política indigenista pombalina na América Portuguesa foi condicionada pelas especificidades locais e pela interação constante com a política indígena, representada principalmente pelas lideranças indígenas. No Rio de Janeiro, os conflitos e as tensões referentes à aplicação das leis do Diretório na aldeia de São Barnabé são evidentes mediante a atuação do índio João Batista da Costa, capitão-mor de São Barnabé, crucial a fim de denotar a participação ativa dos índios na efetivação da política indigenista pombalina e o avanço colonial sobre as aldeias, estimuladas pelos pressupostos assimilacionistas do Diretório.


Palavras-chave: Política indigenista pombalina; Política indígena; Aldeias indígenas.

Luís Rafael Araújo Corrêa
Mestre em História Social pela Universidade Federal Fluminense. Professor das redes públicas do Município e do Estado do Rio de Janeiro

Editorial
Luís Rafael Araújo Corrêa

A História Econômica exerceu notável influência na produção historiográfica do século passado. No entanto, a partir dos anos 1970, esse campo de estudos sofreu uma “derrocada”, fazendo com que os estudos nesta área, que mantinham lugar de destaque na historiografia brasileira, perdessem seu prestígio a partir da década de 1980. No bojo da crítica aos modelos econômico-sociais de longa duração, os trabalhos de História Econômica passaram a ser acusados de reducionismos: as curvas e índices menosprezariam as complexidades das relações sociais e dos processos culturais que as engendravam.


Palavras-chave: Política indigenista pombalina; Política indígena; Aldeias indígenas.

Luís Rafael Araújo Corrêa
Mestre em História Social pela Universidade Federal Fluminense. Professor das redes públicas do Município e do Estado do Rio de Janeiro

Vingança e Arrependimento Como Parte do Ser Trágico do Período Clássico Ateniense na “Electra” de Eurípides
Luiz Henrique B. Cordeiro e José Maria G. de Souza Neto

LuísJosé


Palavras-chave: Tragédia, Ressentimento, Democracia.

Luiz Henrique B. Cordeiro e José Maria G. de Souza Neto
Mestre em História Política pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro; outor em História pela UFPE, Pós-doutorando em educação pela UFSE

A Crise de Suez: uma sobreposição de três conflitos (1952-1956)
Luiz Salgado Neto

O objetivo deste artigo é apresentar a Crise de Suez, que culminou com a guerra travada por Israel, França e Grã-Bretanha contra o Egito, em 1956, como um episódio em que três conflitos estavam sobrepostos: o árabe-israelense, o decorrente do processo de descolonização e a Guerra Fria. A análise se fundamenta na percepção de que somente inserindo o episódio nesses três níveis de conflito poderemos produzir um melhor entendimento sobre ele – suas causas imediatas, as alianças construídas e o seu desfecho. Busca-se observar que a Crise de Suez absorveu questões distintas e interligou conflitos que se influenciaram mutuamente. Podemos também observar nesse episódio a diferença entre conflito político e guerra, pois a crise já possuía contornos bem delineados antes mesmo da nacionalização da Companhia do Canal de Suez pelo governo egípcio, em julho de 1956.


Palavras-chave: Crise de Suez, Egito, Israel.

Luiz Salgado Neto
Mestrando em História pela Universidade Federal Fluminense

“Hemetério dos Santos: o posicionamento do intelectual negro a partir das obras Pretidão de amor e Carta aos Maranhenses.
Marcela Moraes Gomes

O artigo pretende apresentar a partir da trajetória de Hemetério dos Santos, intelectual que viveu em meados do século XIX até início do XX, a análise de suas obras Pretidão de Amor e Carta aos Maranhenses, e seu posicionamento político diante das questões que nortearam a Primeira República no Brasil. A defesa da democracia, do ensino inclusivo e do fi m da discriminação racial, foram as principais bandeiras de luta do professor, gramático e filólogo. Através da análise das obras de Hemetério dos Santos e do diálogo com a bibliografia específica sobre o tema busca-se localizar o intelectual no seu tempo, elucidando suas críticas.


Palavras-chave: Intelectuais negros, Primeira República, Questões raciais, Hemetério dos Santos.

Marcela Moraes Gomes
Graduada em História – Universidade Federal Fluminense

A Guerra Cibernética: Cyberwarfare e a Securitização da Internet
Marcelo Carreiro

A popularização computação – e especialmente da Internet – vem sendo apontada por uma série de analistas de segurança internacional como um espaço cuja insegurança sistêmica colocaria em risco ativos estratégicos dos Estados nacionais. Nesse sentido, o espaço virtual das redes de computadores vem sendo gradativamente militarizado, com o discurso de que a virtualidade seria a nova faceta da guerra, na qual a preocupação de formulação de ataques a infraestruturas inimigas coexistiria com a necessidade de proteção dos ativos nacionais virtuais de valor estratégico. Essa doutrina, definida pelo nome cyberwarfare ou “guerra cibernética”, contudo, é desprovida de uma base técnica sólida – e sugere uma insegurança artificial cuidadosamente fabricada e difundida para a securitização da Internet.


Palavras-chave: Segurança internacional; Cyberwarfare; Internet.

Marcelo Carreiro
Tecnólogo em Processamento de Dados (PUC-Rio), administrador de redes especializado em segurança; mestre em Relações Internacionais, Segurança e Defesa Nacional (Pró-Defesa/PPGHC/UFRJ), doutorando em História Comparada (PPGHC/UFRJ) e membro do grupo de pesquisa UFFDefesa

Vida e Morte no Cristianismo Primitivo
Marcos Caldas

Este ensaio trata de maneira breve das noções de morte e vida na crença cristã nos três primeiros séculos de nossa era. Este artigo propõe que desde de seu início, a Igreja Cristã precisou grosso modo enfrentar dois diferentes desafios: de um lado, em seu ramo ocidental, a Igreja nascente teve que se confrontar com o Estado Romano e seus problemas políticos, de outro lado, na Igreja oriental, os primeiros cristãos foram obrigados a se desenredarem das suas raízes judaicas e helenísticas, principalmente em relação às questões doutrinais. Estas duas faces de uma só Igreja levaram a distintas respostas em relação às concepções de vida e morte, que foram apenas unificadas com os concílios ecumênicos após 325 d.C.


Palavras-chave: Religião, cristianismo, antiguidade.

Marcos Caldas
Professor de História Antiga da Universidade Federal Fluminense

Conflitos rurais no Brasil: breve exame no século XX
Marcus Dezemone

O artigo focaliza os conflitos rurais no
Brasil no século XX tendo como eixo as
mobilizações sociais dos grupos
subordinados. Preocupa-se em afastar
perspectivas mecanicistas, essencialistas e
naturalizadoras dos conflitos, resgatando a
historicidade das lutas.


Palavras-chave: Conflitos rurais; mobilização camponesa; questão agrária no Brasil.

Marcus Dezemone

Um Estudo da Recepção do Epicurismo Pela Elite Romana do Século I AEC: Alguns Problemas e Revisão Crítica
Maria de Nazareth Eichler Sant´Angelo

Maria


Palavras-chave: Epicurismo romano, Roma tardo-republicana, Religião romana

Maria de Nazareth Eichler Sant´Angelo
Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)

A Utilização do Pensamento Medieval na Criação do Culto à Rainha Virgem Elizabeth I (1558-1603)
Maria Helena Alves da Silva

MariaHelena


Palavras-chave: Elizabeth I, Rainha Virgem, Pensamento Medieval

Maria Helena Alves da Silva
Formanda em História na UNIVAP (Universidade do Vale do Paraíba).